Archive for the Twisted Sister Category

Twisted Sister e AC/DC: excursões de Belo Horizonte

Posted in AC/DC, Twisted Sister on September 27, 2009 by attheodoro

Para os fãs de rock de Belo Horizonte, a Trópico Turismo e a Leo Bleo Produções estão organizando excursões para os shows em São Paulo do Twisted Sister e do AC/DC.

Excursão de BH para o show do Twisted Sister
Data: 14 de novembro
Local: Via Funchal – São Paulo/SP
Preço: R$ 285,00 (ingresso de pista normal inteira, seguro viagem e ônibus com TV, DVD e CD) 
Saída: 13 de novembro às 23h59, do Museu de Mineralogia (Praça da Liberdade). 
Retorno: Logo após o show. 
Haverá sorteio de brindes. 
Os interessados podem falar com: 
Leonardo (3889-6669 e 9657-5149)
leobleoproducoes@yahoo.com.br 

Excursão de BH para o show do AC/DC
Data: 27 de novembro
Local: Estádio do Morumbi – São Paulo/SP
Preço: R$ 440,00 (ingresso de pista normal inteira, seguro viagem e ônibus com TV, DVD e CD) 
Saída: 26 de novembro às 23h59, do Museu de Mineralogia (Praça da Liberdade). 
Retorno: Logo após o show. 
Haverá sorteio de brindes. 
Os interessados podem falar com: 
Leonardo (3889-6669 e 9657-5149)
leobleoproducoes@yahoo.com.br 

 

TRÓPICO TURISMO E EXCURSÕES LTDA
CNPJ: 08.271.711/0001-02
Ministério do Turismo: 11.001166.10.0001-02
Rua Guajajaras, nº 910 – Sala 714 – Centro
CEP – 30180-100 – Belo Horizonte – Minas Gerais

Twisted Sister: “Stay Hungry” relançado e show no Brasil

Posted in Twisted Sister on June 30, 2009 by attheodoro

Hoje, o “Stay Hungry”, álbum que deu fama ao Twisted Sister, está sendo relançado em uma edição especial de 25 anos. Clique aqui para ouví-lo. O primeiro single, “30” está disponível aqui. O vídeo para o single será lançado no dia 2 de julho.

Além disso, em entrevista ao site glam-metal, Eddie Ojeda, guitarrista, além de comentar o fato do álbum clássico ter sobrevivido a todos esses anos, confirma que a banda planeja tocar o álbum inteiro na próxima turnês, com algumas mudanças de ordem das músicas e outros sucessos incluídos no set-list. Após essa turnê comemorativa, a banda planeja aposentar a maquiagem.

O guitarrista também comenta que a banda fará uma pequena turnê de Natal em novembro e dezembro, e que ele e Dee Snider estão trabalhando no musical “Twisted Christmas” (em outra entrevista postada aqui, Snider conta um pouco da produção do musical e da história inteiramente escrita por ele).

Para ler a entrevista inteira, em inglês, acesse o site glam-metal.

 

O Twisted Sister virá ao Brasil para uma apresentação única em São Paulo, no dia 14 de novembro no Via Funchal.

Para mais informações.

Dee Snider: “Não estava envolvido no acidente de Bret”

Posted in Poison, Twisted Sister on June 10, 2009 by attheodoro

Após o acidente muito comentado de Bret Michaels, vocalista do Poison, durante uma apresentação no Tony Awards, rumores diziam que Dee Dee Snider, do Twisted Sister, estaria envolvido.

Supostamente, Snider foi visto minutos antes do acidente na área onde ficam os cabos e cordas do palco do Radio City Music Hall em Nova York, local do evento.

O empresário do Twisted Sister, Phil Carson, rebate:

“Dee é maníaco foi exercícios físicos. Ele sempre vai correr, subir e descer escadas, essas coisas… Ele não estava nem um pouco decepcionado quando o pessoal do Rock of Ages escolheu uma musica do Poison ao invés de “We’re not gonna take it”. Dee deseja a Bret uma rápida recuperação”.

Foi divulgado que Bret Michaels fraturou o nariz no incidente e levou três pontos no lábio, mas manteve-se bem humorado após o acidente e está se recuperando bem.

Os organisadores do evento dizem que Bret se machucou porque saiu atrasado do palco. No entanto, Janna Elias, representante de Michaels, disse: “Com todo respeito ao pessoal trabalhando no Tony Awards, em algum momento houve falta de comunicação e o cenário não podia ter descido antes de Bret sair. No ensaio de domingo de manhã, Bret não foi informado de que haveria uma parte do cenário que desceria, muito menos que desceria no mesmo lugar pelo qual ele sairia do palco.”

fonte: Classic Rock Mag

 

Assista ao vídeo do acontecimento:

Entrevista com: Dee Dee Snider – Twisted Sister

Posted in Twisted Sister on June 10, 2009 by attheodoro

O site Icon Vs. Icon fez recentemente uma entrevista com o vocalista do Twisted Sister, Dee Dee Snider. A banda ícone do hair metal estará relançando seu maior sucesso, Stay Hungry, dia 30 de junho. Leia aqui sobre o relançamento, assim como sobre a história do Twisted Sister e alguns projetos de Snider. 

 

Como a música entrou em sua vida?

Acho que foi em 1964, um dia depois dos Beatles aparecerem no The Ed Sullivan Show. Eu não assisti porque meu pai tinha banido a televisão da nossa casa, mas a euforia no ponto de ônibus no dia seguinte foi tanta que eu fiquei completamente chocado. Eu me lembro muito bem do momento em que decidi que ia ser um Beatle. [risos] Obviamente, eu não podia fazer isso, então decidi que queria me tornar músico. Todo mundo tagarelava sobre o show e os Beatles e eu ouvia todo mundo gritando. Assim que ouvi todo mundo gritando, eu fiquei tipo “Eu quero ser um Beatle!”. Á partir desse momento, eu me interessei por música e por cantar e pelo coral e por bandas de rock e nunca mais parei.

O Twisted Sister influenciou muitas bandas nesses anos todos. Quais foram as suas influências no começo?

Bom, os Beatles com certeza, mesmo que você não ouça muito disso no Twisted Sister. Depois dos Beatles foi Paul Revere e The Raiders e eu tenho que agradecer algum dia Mark Lindsay, o vocalista deles. Daí, o som mais pesado começou a surgir com bandas tipo Mountain, Grand Funk Railroad, Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple. Quando eu listo as grandes bandas, é sempre Zeppelin, Black Sabbath, AC/DC e Alice Cooper.

O que o manteve inspirado durante todos esses anos?

Eu não sei o quanto sou inspirado! [risos] Eu sou estranho, sabe? Meu único desejo para ser músico era ter todo mundo gritando por mim, era um problema de falta de atenção. Eu assisti recentemente a uma entrevista com Jay Leno e ele citou a mesma experiência, só que com Elvis. Ele viu todo mundo gritando por Elvis e disse “Isso não é ruim!”. Eu precisava da atenção. Eu era o mais velho de seis irmãos nascidos em um período de oito anos. Então eu era definitivamente um louco por atenção e ser músico foi um jeito de conseguir essa atenção. Eu não sinto a motivação que outros músicos sentiram porque eu só queria ser um rock star. Fiz uma entrevista com Steve Miller para a VH1. Estava fazendo um programa especial para eles. Foi uma revelação para mim, “Por que Steve ainda tocava aos 60 anos?” e ele respondeu “Bem, eu estaria lá tocando de qualquer jeito porque eu sou músico e amo tocar”. Então eu percebi: “Droga! Tem uma diferença entre mim e você. Eu não me importo em tocar porque eu só quero ser um rock star.” Tendo conseguido isso, eu não sinto vontade ou necessidade de continuar e chamar ainda mais atenção. [risos] Mas eu faço por muitas razões!

Tem algum momento que você considera um momento definitivo na sua carreira?

É fácil olhar pra trás e ver todos esses momentos. Quando estavam acontecendo, eu não percebia. Houve um momento em que o Twisted Sister assinou um contrato independente com uma gravadora inglesa que acabou. Em 1981, acho. Nós lançamos um álbum por essa gravadora e depois a companhia quebrou. Era o fim. Tínhamos perdido nosso contrato e não sabíamos o que fazer ou aonde ir. Fomos chamados para tocar num programa de televisão ao vivo na Inglaterra chamado “The Tube”, com três músicas ao vivo. Nós imploramos, pedimos emprestado e roubamos dinheiro de todo mundo para conseguir ir para a Inglaterra. Se você e o público não estão muito conectados, então o cara sentado no sofá da casa dele definitivamente não entende nada. Eu percebi que a maquiagem era um problema. O Twisted Sister aconteceu antes do movimento hair metal. O KISS estava tirando a maquiagem e nós estávamos colocando. Não havia Mötley Crüe ou nenhuma dessas bandas em 81. Uma coisa que fiz nesse show foi pegar um demaquilante, colocar tudo na cara e depois pegar uma toalha e tirei a maquiagem ao vivo. Eu disse “Se é isso que está deixando vocês assim, qual é o problema agora?” e o lugar pirou! Eles não tinham visto David Bowie, Alice Cooper ou KISS fazendo algo assim. Imediatamente depois do show, assinamos um acordo com a Atlantic Records. Tudo explodiu desde então. Eu não percebia na época o que isso significava, mas acabou sendo o momento definitivo.

Para mim, pessoalmente, o momento em que pude dizer “Eu consegui!” foi quando voltei da Europa. Depois do lançamento de Stay Hungry, fizemos uma turnê na Europa. Eu voltei pra casa, entrei no carro, liguei o carro e estava tocando “We’re not Gonna Take it”. Após ouvir um pouco, eu mudei de estação e estava tocando a mesma música. Mudei de novo e era a mesma música! Eu disse “Tudo bem! Acho que conseguimos!”. [risos] Este foi o momento em que eu percebi que tinha chegado lá.

Vocês relançarão em junho o “Stay Hungry”, que comemorará seus 25 anos. O que pode nos dizer sobre isso?

Jay Jay French e Mark “The Animal” Mendoza merecem crédito por terem se esforçado de verdade para que isso acontecesse. O álbum, claro, foi nosso maior álbum. Vinte e cinco anos depois, ver a vida que o álbum e algumas músicas em particular têm é maravilhoso. Quando você faz algo como relançar um álbum, você tenta dar ao fã mais informações sobre o seu estado de espírito e o quê estava acontecendo na época. Como único compositor da banda, eu sempre compunha mais do que era preciso em cada álbum. Para o Stay Hungry, compus 25 músicas, das quais escolhemos dez. Então, quando começamos a fuçar nas gravações, achamos demos das outras 15 músicas e é claro que pensamos “Aqui está o que não colocamos no álbum!”. Lembro-me de Jay Jay fuçando e me ligando para dizer “Podíamos fazer um CD duplo ou uma seqüência, tipo Stay Hungry 2. Tem muita coisa boa aqui!”. Eu sempre disse que eu nunca apresentava à banda músicas que eu não achava boas para o álbum, então se eu apresentei 25, eu devo ter escrito 50. Então eu disse “É, cara! Isso é bom!”, foi natural que relançássemos.

O álbum terá uma música nova chamada “30”, que é a primeira música inédita do Twisted Sister em 11 anos. Pode nos falar sobre isso?

É… Eu parei de escrever há muito tempo. De novo, não há inspiração. Eu odeio parecer tão acabado. Eu não estou acabado, eu estou muito feliz e me sinto criativo. Eu escrevo bastante, eu faço rádio, TV, escrevo roteiros, tenho um filme em desenvolvimento e um programa de televisão. Não acho que eu ficaria contente de só me sentar e não fazer nada criativo. Eu só quero deixar isso bem claro, minha criatividade está indo em outras direções. Como compositor, nos anos 90 eu percebi a invasão Grunge, que eu até gosto, musicalmente. Imagine ser um medico especializado na doença para a qual você achou a cura! Os anos 90 foram assim para mim! [risos] Eu dediquei minha vida a certo estilo de fazer show, de compor e de cantar e em 92, 93, 94, eles me dizem “Uhh, é… Não faremos mais isso”. Foi triste para mim como compositor e eu passei por algumas bandas depois disso, tentando achar um lugar para mim e escrevendo centenas de músicas, sem nenhum proveito. Aí eu parei de escrever. Fiz um show chamado “Gone Country” há alguns anos e tínhamos que escrever uma música country para tocar no The Wildhorse Saloon. Eu comecei o show falando que não gostava de música country e terminei percebendo que eu estava generalizando, era como dizer “eu gosto de qualquer tipo de rock n’ roll”. Eu gosto de alguns tipos de rock. Bem, há vários tipos de country. A essência do rock vem do country e do blues, então a estrutura da música é bem similar. Eu compus uma música lá com umas pessoas chamada “30”. A música não é tão diferente de um AC/DC ou até mesmo do “Rock n’ Roll” de Led Zeppelin. Então, quando começamos a fazer este álbum, os caras do Twisted Sister disseram “Ei, essa é uma música de rock! Por que não gravamos?”. Eu disse “Bem, se vocês quiserem!”. Um amigo meu que é produtor disse “Melodia é melodia. Como você a constrói é o que define de que gênero ela vai ser considerada.” Nós tiramos os elementos country e a tornamos rock! É uma música de rock pesado. Dito isso, nós também mandamos a música para alguns amigos meus na Nashville Music Mafia e dissemos “OK, tornem isso country e vamos ver como o Twisted Sister soa como country!” Há um remix country que será lançado. Sabe? Nós temos que competir com Bon Jovi e Kid Rock! [risos]

Você mencionou alguns de seus outros projetos. Você está trabalhando em um musical baseado em “A Twisted Christmas”. Como anda este projeto e quando poderemos vê-lo no palco? 

Bem, isso meio que contradiz o que eu disse antes! [risos] Recentemente, eu não estou escrevendo nada. Não estava inspirado. O sucesso de “A Twisted Christmas” me fez pensar e eu escrevi mesmo um musical inteiro usando “A Twisted Christmas” como inspiração. Um musical tem duração de 18 músicas, e eu estou a 8 ou 9 músicas disso. O que é interessante é que essas músicas não são músicas de Natal, são o oposto. Não vou contar a história, não estou preparado para isso, mesmo ela sendo brilhante [risos], mas vou só dizer que a banda fictícia está dividida entre ser uma banda de metal ou tocar essas músicas de Natal. Tem as músicas de Natal, mas também algumas pesadas como “Death May Be Your Santa Claus” e “Another Christmas in Hell”. Estou trabalhando em muitas músicas desse tipo. Musicalmente, tudo está indo bem. Eu estou colaborando com outros membros da banda pela primeira vez. Será um lançamento para 2010, não para 2009.

Depois de tantos anos sob os holofotes, você acha que ainda existem conceitos errados sobre você? Algum rumor que você gostaria de negar? 

Alice Cooper me disse que eu não devia corrigir esses desentendimentos! Ele me disse para só dizer “Sim, é verdade!” [risos]. Mas, é… E isso vale para a banda toda, também. Dizem que a gente toca como toca, agimos como agimos e nos vestimos do jeito que nos vestimos porque não tivemos outra opção. Isso não é verdade. Eu sou um contra tenor clássico. Ganhei vários tipos de prêmios quando estava no colegial e durante meu um ano de faculdade. Eu escolhi cantar rock do jeito que canto porque gosto. Eu posso cantar ópera. É engraçado, eu fiz minha cirurgia na garganta e me mandaram para uma especialista muito boa, uma terapeuta da voz, para o processo de recuperação. Quando minha voz começou a voltar e ela me ouviu cantando, ela disse “Meu Deus!!! Você canta bem!!”. Ela estava maravilhada. Essas mulheres trabalham com as maiores estrelas e ela me disse “Você podia gravar algo usando outro nome, em um estilo diferente, e ninguém perceberia!” Eu disse “É, acho que sim, mas é isso que quero fazer, é disso que gosto!” Jay Jay French é um guitarrista de blues, mas é disso que ele gosta. A.J. Pero era uma criança prodígio. Aos 10 anos, ele viajava pela Europa tocando bateria com uma big band. O pequeno Tony Pero e os Swinging sei lá o quê, tocando em frente à torre Eiffel para chefes de Estado, mas é rock que ele gosta de tocar. Dieter Dierks, um produtor que trabalhou conosco, disse que ele nunca tinha visto um guitarrista tão talentoso quando Eddie Ojeda. Leslie West do Mountain carrega duas palhetas em sua carteira, uma do Eddie Ojeda e a outra do Eddie Van Halen. Nós tocamos um rock simples e direto e agimos do jeito que agimos e nos vestimos desse jeito porque gostamos, não porque somos incapazes de fazer algo diferente. Esse é, para mim, o maior conceito furado. Como já disse muito aos meus advogados, meus médicos e qualquer pessoa com quem trabalho – você tem sorte de eu não ter escolhido seu emprego!

Também há rumores de que a banda irá aposentar a maquiagem. É verdade?

Sim, houve conversas sobre isso. Há certa… Não quero dizer frustração, mas chega um ponto em que você se pergunta “O que eu estou fazendo?”.  É legal e tal. É louco! Mas você se pergunta, por quanto tempo farei isso? Para mim, a reunião deve ser bem feita, com maquiagem, fantasias, cabelos e tudo! É isso! Houve discussões sobre isso e eu até cheguei a defender a idéia, mas fico meio dividido. Seria Twisted Sister sem esses elementos?

Fred Curry, do Cinderella, disse que nós somos “vendedores de lembranças”. Foi essa sua descrição para o que bandas como Cinderella, Twisted Sister e outras como nós fazem. Nosso trabalho é trazer às pessoas o máximo de lembranças que podemos. Então, se o Twisted Sister sai sem maquiagem e sem fantasias, isso deixará o público decepcionado, triste? A essa altura, você deve estar se perguntando “Então por que fazer a reunião?”. Como eu disse, estou dividido porque eu já estou com 50 anos e parece que não mudei de lá pra cá. É legal, mas eu fico pulando de lá pra cá usando ombreira e sapatos de plataforma! Por outro lado, é divertido e quem iria imaginar que eu ainda estaria me divertindo! [risos] Eu não sei o que vai acontecer. Essa é uma longa resposta para uma questão curta, eu não sei a resposta, mas houve discussões sobre isso.

Vamos mudar de assunto e falar de Strangeland. Para aqueles que não conhecem, como surgiu o conceito para o filme original?

O Strangeland original foi uma mistura de frustração com realização. Frustração porque, nos anos 90 eu gritava na frente da TV porque ninguém fazia nada contra o duende malvado ou o Chucky! Eu pensava “Isso é ridículo. Não é um filme de terror! Vocês estão correndo de um boneco. É UM BONECOOOO!!!” Eu me lembro que pensava “Onde estão todos os ícones do terror que eu conheço e amo?” Então levantei e falei “É isso, vou criar um!”. A realização foi “Bem, você tem um… Captain Howdy”. Esse foi o começo. Originalmente, eu estava trabalhando numa ópera rock.  Não se preocupem, não vou fazer uma! Mas era o personagem e a essência da história, Horror Teria: Captain Howdy and Street Justice, foi a base para Strangeland.

Qual foi o maior obstáculo que encontrou para fazer este filme?

Bem, tiveram poucos e todos eles foram basicamente eu! O primeiro foi que o meu script original foi considerado clichê demais. Tudo já tinha sido feito antes e não havia nada novo. Ainda bem que Tom Savini sentou comigo e disse “Isso está uma droga, deixe-me dizer por quê.” Então, eu voltei a trabalhar, re-pensei e re-examinei tudo.

O obstáculo seguinte foi quando eu levei o script para minha agente e ele disse “Meu Deus, isso está ótimo.” Mas ela não conseguia olhar nos meus olhos porque os scripts que eu tinha vendido antes eram todos de filmes para crianças, filmes de família e um sobre um cachorro. Ela estava esperando algum filmezinho feliz e eu chego com Strangeland. Ela disse “Acho que podemos ganhar algum dinheiro, vender isso.” Eu disse “Legal, mas tem uma coisa, eu quero ser o Captain Howdy.” Ela perguntou se eu já tinha atuado antes e eu disse que não. Ela disse “Bom, isso vai ser um problema com os estúdios.” Depois eu disse “Tem mais um problema. Eu quero controlá-lo e ser um dos produtores.” Ela disse “Isso vai realmente limitar nossa chance de vendê-lo”, eu disse “Ah, ta. Então não vou vendê-lo.” Porque insisti muito para ser co-produtor, para que não tirassem o filme de mim, porque não queria que ninguém o re-escrevesse, e para que eu estrelasse nele, nossas possibilidades de conseguir realizar o projeto diminuíram mesmo. Tivemos que fazer um filme independente.

Alguns anos atrás, seu filho Jesse Blaze Snider, escreveu uma segunda parte do filme, Strangeland: Seven Sins. Você estava envolvido no processo? Deve ter sido bem legal vê-lo tomando as rédeas de uma criação sua.

Sim, ele é um escritor muito bom e já escreveu livros para a Marvel e DC. Ele tem uma série original de seis livros sendo lançada pela DC chamada Dead Romeo. O número dois está à venda agora mesmo e recebendo ótimas resenhas. É uma série de vampiros. A Fangoria Comics estava começando e eles queriam fazer algo com Strangeland. Meu filho queria escrever livros em quadrinhos, então eu vi a oportunidade para ele começar a usar sua criatividade. Ele pedia minha opinião sobre tudo, mas escreveu tudo sozinho. Eu tinha que ter certeza de que tudo estava coerente com os personagens originais e com a história passada deles. Ele, claro, criou parte da história dos personagens que eu não tinha feito. Eu queria ter certeza que nada ia se contradizer na história, e também de analisar bem os personagens para o terceiro filme, Strangeland: Disciple. Esse é um filme de terror baseado na realidade, então não quero que as pessoas cheguem falando “Ei! No filme anterior ele disse isso, mas no Disciple ele fez isso!” Não queria isso acontecendo.

Você vai continuar com Strangeland: Disciple. O que pode nos dizer sobre a seqüência?

O script é obviamente e poderosamente perturbador! Eu sinto que as pessoas se inspiraram na minha nova direção para filmes de terror e sei que os Saws e os Hostels da vida não existiriam sem Strangeland. Todo o conceito de pessoas sofrendo, e não morrendo, não existia antes quando eu fiz o Strangeland.

Definitivamente.

Então o script está pronto e Robert Englund está nele. Ele volta como Jackson Roth de um jeito muito significativo, o que é ótimo. As pessoas vão gostar de ver Robert no papel poderoso que ele estará fazendo. No www.screentest.biz, a NEHST Pictures está chamando pessoas de todo o país para o casting dos papéis secundários, extras e essas coisas. Parece que vamos gravar no outono. Além disso, estamos procurando por diretores e temos uma longa lista de gente interessada. Eu fiquei frustrado com o ultimo diretor, mas a boa noticia é que há tantos novos talentos por aí que, mesmo que não tenhamos um nome famoso, podemos pegar alguém bem talentoso. Por estar com a Fangoria, eu posso ver muitas coisas que me deixam confiante das nossas escolhas e posso ter certeza de que há muitos diretores pouco conhecidos, mas talentosos, que podem fazer o trabalho.

Você faz bastante trabalho social com The March of Dimes: Bikers For Babies. Como se envolveu com esse projeto e o que pode nos contar sobre ele?

O March of Dimes chegou pra mim há uns dez anos quando eu estava numa radio em Connecticut. Eles me ouviram falando sobre eu andar de moto e de ter dois bebês prematuros. Eles disseram “Ei, esse é o nosso cara! Nosso foco são os bebês prematuros e defeituosos, e usamos a moto para chamar atenção e arrecadar dinheiro.” Então eles falaram comigo e eu me envolvi. Eu me apaixonei pela organização. 75% de cada dólar vai para a pesquisa, o que é ótimo. Eles fizeram bastante coisa nesse campo. Quando comecei a expandir meu envolvimento na Costa Leste sendo o líder em vários passeios e depois começando o meu próprio em Long Island ano passado depois de oito anos com o March of Dimes, o escritório nacional pediu que eu fosse a figura pública nacional deles. Agora eu viajo o país fazendo isso, liderando, chamando atenção e promovendo a causa. Eu me conecto com ela porque tenho experiência própria, apesar de ter tido sorte de que meus dois filhos prematuros cresceram saudáveis. Foi assim que me envolvi!

Obrigado, Dee! Esperamos ver você e o resto dos Homens de Ferro do Rock n’ Roll em turnê!

Obrigado!