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The Last Vegas: novo vídeo de “Whatever Gets You Off”

Posted in The Last Vegas on January 19, 2010 by attheodoro

The Last Vegas acaba de lançar o novo vídeo da música “Whatever Gets You off”. Por enquanto, ele só pode ser visto no site shockya.com. É só clicar no vídeo ao lado direito da tela, em “Video Highlights”.

O vídeo é o terceiro do álbum “Whatever Gets You Off”, depois de ‘I’m Bad’ e ‘Loose Lips’.

Os melhores de 2009

Posted in Babylon Bombs, Danger Danger, Dirty Penny, Hardcore Superstar, Innocent Rosie, Nasty Idols, S.E.X. Department, Sister, The Last Vegas, Vains of Jenna on January 3, 2010 by attheodoro

O ano de 2009 foi sem dúvida importante para o sleaze rock no mundo inteiro: muitas bandas lançaram seus primeiros materiais, outras voltaram, outras se firmaram. Aqui vai uma seleção pessoal dos dez melhores álbuns do ano. Foi uma decisão difícil e, claro, muitas bandas boas ficaram de fora. O ano que se inicia tem tudo para ser ainda melhor que este que passou, com lançamentos importantes logo nos primeiros meses. Agora, é só torcer e, por que não, contribuir para que o sleaze não pare de crescer.

 

 10. Sister – Deadboys Making Noise

 A banda sueca passou por algumas mudanças de formação, estilo e sonoridade no último  tempo e se deu bem. A primeira música, Too Bad For You, já mostra que essa mudança valeu a  pena: o som está mais sujo, mais original e, com certeza, melhor do que os trabalhos  anteriores da banda (que já eram bons). Esta faixa é também a minha preferida, o que não quer  dizer que as outras seis não sejam também ótimas. “Deadboys Making Noise” é um ótimo EP, de qualidade estável e que nos deixa otimistas sobre o futuro desta banda que ainda não lançou nem seu primeiro álbum.

 9. Dirty Penny – Young & Reckless

 Apesar da banda ser uma das mais conhecidas do estilo atualmente, nunca foi uma das minhas  favoritas. Eu nunca achei o “Take it Sleezy”, primeiro álbum dos suecos, muito bom. Sendo assim, eu  não esperava muito do “Young & Reckless”, mas o álbum me surpreendeu. O disco tem uma boa  progressão (fica melhor a cada música), mas o destaque vai para Dead at 16.

8. S.E.X. Department – Rock ‘n’ Roll Suicide

Apesar da imagem de policiais, estes italianos fazem um som em clima de festa, com refrões que grudam na cabeça como o de Wasted in Texas e Gypsy Nazi. Outra música destaque é L’Italiano que soa surpreendentemente bem em italiano. A banda representa bem a Itália neste estilo em que as bandas de sucesso são na maioria das vezes suecas.

 7. Danger Danger – Revolve

 “Revolve” não tem grandes hits como Naughty Naughty ou Bang Bang, ambas do álbum début  homônimo, mas ainda assim é um álbum autêntico da banda, bom de se ouvir, com musicas  cheias de energia e de sonoridade limpa. That’s What I’m Talking About é uma ótima escolha  para faixa de abertura e as que seguem também não deixam a desejar. É um álbum suave, mas  com energia o suficiente para fazer você querer aumentar o volume.

6. Nasty Idols – Boys Town

O álbum começa bem com a faixa Rock Out e fica cada vez melhor, com destaque absoluto para Methods to My Madness e Crashlanding. No entanto, não é só porque as melhores músicas estão na primeira metade do álbum que a segunda (ou até o álbum inteiro) pode ser considerada ruim. O álbum continua sendo de ótima qualidade até a última faixa.

5. Innocent Rosie – Bad Habit Romance

Eu ia começar a escrever sobre este álbum falando das músicas destaques, mas acabei fazendo uma lista de praticamente todas as faixas do álbum. Isso só prova o quanto o CD é bom: são quase cinqüenta minutos de puro rock n roll. Uma série de músicas fortes, feitas para serem ouvidas no volume máximo. Um dos álbuns que mais me agradou no ano.

4. Babylon Bombs – Babylon’s Burning

Todos já imaginavam que seria difícil superar o “Doin’ You Nasty”, o álbum mais bem sucedido desta banda que hoje é uma das maiores do estilo. De fato, “Babylon’s Burning”, na minha opinião, não o superou. Mesmo assim, o disco é bom e prova que a banda merece estar entre os grandes. O grupo está com uma sonoridade diferente, mais madura e complexa se comparada com a do último álbum, que era repleto, por exemplo, de riffs poderosos, mas relativamente simples. Alguns destaques são Nobody’s Home e Angel Eyes, que remetem ao som dos álbuns mais antigos, com guitarras blues. It’s Allright, outro destaque, é uma ótima balada, com um ótimo trabalho de backing vocal e um solo maravilhoso. O disco pode não ser o melhor da banda, mas é com certeza um dos melhores do ano.

3. The Last Vegas – Whatever Gets You Off

 Este álbum foi uma ótima surpresa para mim. O disco começa super bem com a faixa título, Whatever Gets You Off, que já mostra toda a força e energia da banda, do jeito que o rock tem que ser. Loose Lips tem uma ótima base blues e é seguida de Apologize, uma linda balada que lembra Aerosmith. O álbum continua até o fim com a mesma força, terminando a cem por hora com Outta My Mind.

 2. Hardcore Superstar – Beg for it

 Eu adoro esta banda, mas, para falar a verdade, não gostei muito do último trabalho  deles, “Dreaming in a Casket”. Quando ouvi o primeiro single deste novo álbum, a  própria música Beg for it, achei que com este seria a mesma coisa. Mas não foi.

 “Beg for it” segue a linha mais pesada adotada nos últimos álbuns e é bem parecido com  “Dreaming in a Casket”, mas com alguns elementos melódicos do álbum homônimo  (“Hardcore Superstar”), sem dúvida um dos melhores da banda.

 Hope for a normal life nos remete à fase mais calma da banda (os álbuns mais antigos) e tem um refrão lindo, mas músicas mais pesadas como Into Debauchery e Shades of Grey também merecem destaque. Take ‘em all out lembra um pouco Sophisticated Ladies (do álbum “Dreaming in a Casket”) e também é uma das melhores.

1. Vains of Jenna – The Art of Telling Lies

É incrível como essa banda amadureceu do primeiro CD para este, das letras às melodias. O som continua sendo aquela mistura de hard rock, punk e glam, mas um pouco mais ousado e eclético. “The Art of Telling Lies” é, de longe, o meu CD preferido do ano e, com isso, a banda ganhou um espaço na minha lista de melhores bandas, se não o topo. Eu passei semanas ouvindo sem parar e ainda não cansei.

Todas as músicas são ótimas, mesmo. Eu prefiro nem citar nomes porque todas elas são igualmente demais, mas talvez a melhor seja Mind Pollution. Perfeita. A música título (The Art of Telling Lies) é provavelmente a mais ousada, uma que seria inimaginável no primeiro CD da banda.

Se depender de mim, o Vains of Jenna tem muito, mas muito futuro.

Entrevista com: Chad Cherry – The Last Vegas

Posted in The Last Vegas on June 30, 2009 by attheodoro

O site SleazeRoxx publicou no dia 28 de junho uma entrevista com o vocalista da banda The Last Vegas, de Chicago. Segue a entrevista completa traduzida:

 

Sleaze Roxx: Vocês lançaram “Whatever Gets You Off” há algum tempo, como o álbum foi recebido?

Chad Cherry: O álbum foi lançado no dia 14 de abril, todo mundo com quem eu falei parece ter gostado bastante. A resposta vem sendo melhor que a esperada. Acho isso muito bom, porque nós somos meio undergrounds quando se trata deste tipo de música. Ter tanta gente reagindo positivamente faz a gente pensar que o rock está aqui para ficar.

Sleaze Roxx: Algumas músicas do CD já tinham sido lançadas antes, certo?

Chad Cherry: Certo. Gravamos metade do álbum em Chicago. Material no qual tínhamos trabalhado durante o ano e que também foi lançado independentemente por nós. A outra metade, trabalhamos com DJ Ashba, Marti Frederiksen e Nikki Sixx. Então metade foi a gente em Chicago e o resto foi gravado em Los Angeles, é o melhor dos dois mundos, mesmo.

Sleaze Roxx: Há algumas músicas que não entraram no álbum que vocês estão guardando para o futuro?

Chad Cherry: Sim, claro, somos uma banda muito ativa, trabalhamos constantemente. Quando não estamos na estrada, estamos compondo ou gravando no estúdio. Temos um monte de músicas, o bastante para uns dois álbuns. Temos um monte… Nos não ficamos parados, escrevemos bastante.

Sleaze Roxx: Sou um fã de rock há 24 anos e uma coisa que vi bastante foram bandas lançando um ótimo primeiro CD, mas quando chega o segundo, algo acontece. Eles mudam e vão em uma outra direção. Vou usar o Cinderella como exemplo, o “Night Songs” era bem glam, mas era um ótimo álbum, fenomenal. Quando eles gravaram “Long Cold Winter”, foi outro álbum bom, mas eles mudaram de direção. O The Last Vegas que ouvimos no “Whatever Gets You Off” será o mesmo nos próximos anos?

Chad Cherry: É uma boa pergunta. Nós não tentamos fazer um estilo diferente e tal, nós não estamos indo em nenhuma direção particular. É exatamente isso que fazemos. Não passamos muito tempo pensando no que fazer em seguida. É uma boa pergunta porque…  Há bandas que gravam CDs e normalmente o material antigo é melhor que o novo e no fim da carreira você não compra mais nada deles. Como eu disse antes, estamos compondo muita coisa e o próximo álbum terá músicas que são ainda mais velhas do que as que estão no primeiro CD. Músicas muito, muito boas de rock que nós sabemos que agradarão aos fãs e, claro, que nos agradam. Acho que a direção para a qual estamos indo é mais ou menos a mesma de agora. Tocamos apenas rock n’ roll e acho que não mudaremos isso nem faremos as coisas de outro jeito.  

Sleaze Roxx: Como fã, isso é legal. Eu amo o álbum, para mim é o álbum do ano. É um clássico do começo ao fim.

Chad Cherry: Demais, cara. Valeu. 

Sleaze Roxx: Quando li a lista de todas as pessoas envolvidas em “Whatever Gets You Off”,  fiquei chocado. Quando se tem tanto cozinheiro na cozinha, o resultado pode ser desastroso. Por quê funcionou tão bem com vocês?

Chad Cherry: Acho que a maioria das pessoas estava um pouco desconfiada porque temos nosso estilo próprio e nosso som diferente. Acho que o principal motivo para ter dado tão certo foi que todos trabalharam como um time e também o fato de serem todos roqueiros veteranos e saberem exatamente o que nós éramos e o que queríamos. Acho que o fato de eles não tentarem mudar nosso som nem nada ajudou bastante, eles o mantiveram agressivo. Eram caras legais e foi ótimo trabalhar com eles no estúdio, acho que vou definitivamente trabalhar com eles de novo. Eles não quiseram tirar nada do que já tínhamos estabelecido, era tudo pela música; eles não queriam nada além de fazer um álbum de qualidade. 

Sleaze Roxx: Você acha que Nikki Sixx teve inveja do tanto de energia e espontaneidade que o “Whatever Gets You Off” possui?

Chad Cherry: (Muitas risadas) Acho que Nikki Sixx não tem muito do que ter inveja, cara! Ele é um cara muito legal, tudo que ele tem foi porque ele trabalhou para ter, cara. Acho que ele vê nosso potencial, ele conhece e gosta e aí tivemos a oportunidade de trabalhar com ele e sua gravadora. Não posso agradecer o bastante, ele é uma ótima pessoa, um bom amigo e, como você sabe, um ótimo compositor. E ele é completamente obscuro e mau! (risos) O que eu amo!

Sleaze Roxx: Vocês abriram para o Mötley Crüe ano passado. Já que metade dos Mötley não está mais fazendo tanta festa, eles limitaram a festa de vocês?

Chad Cherry: É uma troca, sabe? Você pode fazer o que quiser desde que não passe dos limites ou machuque alguém. Você entra numa turnê grande dessas e as pessoas estão prontas para processar qualquer um a qualquer ponto. Então você tem que ficar esperto, não virar um idiota festeiro. Você tem que respeitar o show e o que está acontecendo. Só pediram para a gente ter juízo e manter as coisas sob controle.

Sleaze Roxx: Porque o The Last Vegas não esteve no Cruefest II? Eu pessoalmente acho que vocês seriam melhores do que duas das bandas que vão tocar.

Chad Cherry: Essa pergunta é bem relevante, mas eu não tenho a resposta. Eu sei que vamos fazer uma grande turnê durante o verão [inverno no hemisfério sul] e começo do outono [primeira]. Eu não tenho certeza porque não estamos no Cruefest, mas ouvi dizer recentemente que talvez tenha um segundo palco e talvez possamos tocar, ou não. Não posso confirmar nada.

Sleaze Roxx: Bom, acho que podemos esperar pelo Cruefest III, então?

Chad Cherry: É, bem, vamos ver. Temos muita coisa pra fazer, costumamos sair do continente umas duas vezes ao ano e fazemos shows sozinhos. Então faremos algo com algumas bandas maiores, o que vai durar o verão inteiro. Ficaremos na ativa, fiquem de olho.

Sleaze Roxx: Como foi a experiência de mudar dos clubes para as arenas? Qual você prefere?

Chad Cherry: Quer saber, se eu estiver no palco, já estou feliz, é o que importa. Enquanto puder cantar na frente das pessoas, eu darei meu máximo. Como banda, nós somos do tipo que dá o mesmo show para 2 000 ou 20 pessoas, você sempre terá o mesmo rock n’ roll agressivo. Eu amo tocar em arenas, claro, quem não ama? Mas também amo a intimidade dos clubes. Onde quer que seja está ótimo para mim, mas é claro que o Madison Square Garden é um ótimo lugar para se tocar.

Sleaze Roxx: Com os clipes musicais perdendo a popularidade hoje em dia, para divulgar um CD, vocês tiveram que convencer a gravadora a lançar um? O que você acha do resultado final de “Loose Lips”?

Chad Cherry: Nossa gravadora tem sido maravilhosa, eles nos deram liberdade criativa com os vídeos e quando precisamos de ajuda, eles estão lá. Acho que hoje em dia você tem que ter toda a imagem. Sempre precisou, mas acho que ficou mais fácil para as pessoas entrarem no Youtube e assistirem aos nossos vídeos lá.  Estamos ativamente fazendo vídeos para o álbum todo. O primeiro, “I’m Bad”, foi filmado em Chicago em um dos nossos lugares preferidos. O segundo, nós fizemos várias tentativas. Acho que ficou decente, nosso guitarrista Adam Arling e eu o editamos, está lá e eu gosto. Tem um ar de um Stones barato dos anos 80, acho que foi bom para a música. Temos muita coisa, vídeos, turnês e a gravadora está sempre conosco.

Sleaze Roxx: Bem, Chad, obrigado pela entrevista. Eu adoro o CD. É uma volta ao…

Chad Cherry: Hair rock?! (Risos) 

Sleaze Roxx: Eu não acho. 

Chad Cherry: Obrigado. 

Sleaze Roxx: Acho que é um bom e simples rock n’ roll.

Chad Cherry: Sabe, a gente ouve bastante disso, “ei, vocês são cock rock.” Eu penso “bom, temos o cabelo e temos as bolas…” Se há algo que eu sempre achei que fôssemos, é mais uma coisa anos 70 do que qualquer outra coisa.

Sleaze Roxx: Eu os vejo mais como Stones misturado com New York Dolls, boa música.

Chad Cherry: Acho que as pessoas não sabem como nos catalogar porque a última vez que se ouviu algo assim foi nos anos 80. As pessoas têm a necessidade de catalogar tudo, não acha? Eu concordo com você, somos apenas rock n’ roll.

Sleaze Roxx: Acho que o Buckcherry teve esse problema quando foram lançados, também.

Chad Cherry: Exatamente. 

Sleaze Roxx: Bom, obrigado de novo. 

Chad Cherry: Obrigado pela entrevista e pelo apoio e venha nos ver tocar, nós adoraríamos.

 

Para saber mais sobre a banda, MySpace.