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Sebastian Bach com participação especial de Michael Monroe

Posted in Hanoi Rocks, Michael Monroe, Sebastian Bach on December 18, 2009 by attheodoro

Este vídeo foi gravado no dia 12 de dezembro de 2009, em Turku, Finlândia. Michael Monroe (ex-Hanoi Rocks) subiu ao palco com Sebastian Bach, que está em turnê pela Europa e, em 2010, fará uma turnê com o Guns ‘n’ Roses pela América do Norte. Os dois fizeram um dueto em “Taxi Driver”, um dos hits do Hanoi Rocks. Vale à pena assistir.

O Hanoi Rocks se separou há pouco tempo, mas Michael Monroe já está gravando seu primeiro álbum solo com o baixista Sami Yaffa, que tocou no Hanoi Rocks nos anos 80 e hoje faz parte da nova formação do New York Dolls.

“Há alguns boatos de que eu e Sami Yaffa estamos trabalhando juntos e fico muito feliz de poder confirmá-lo. Sami Yaffa, de fato, tocará baixo na minha nova banda e no meu novo álbum. Estamos escrevendo algumas músicas juntos e tal. Estamos muito contentes com esse novo projeto, principalmente porque tudo está saindo como uma verdadeira banda, e não eu e alguns músicos de apoio, mesmo que o nome seja Michael Monroe.”

Entrevista com: Michael Monroe (ex-Hanoi Rocks)

Posted in Hanoi Rocks, Michael Monroe on July 30, 2009 by attheodoro

Entrevista traduzida do site Hard Rock Service, datada de 25/7/2009:

HARD ROCK SERVICE: Oi Michael, estou contente pela oportunidade de conversar com você. Hanoi Rocks e uma verdadeira lenda e, me corrija se estiver errado, parece que vocês começaram todo esse movimento sleaze. Como se sente sobre isso?
MICHAEL MONROE: Oi. Eu realmente não sei o que é “sleaze” rock. Pessoalmente, eu não sou do tipo sleazy. De qualquer modo, se eu influenciei alguns roqueiros positivamente, isso é bom.

HRS: Vocês sempre foram muito originais nesse estilo porque não queriam soar muito metal, mas tinham energia o bastante para se colocar ao lado de bandas como Mötley Crüe e Guns N`Roses. Qual foi sua principal influência? Parece que os Ramones e os Rolling Stones tiveram um impacto grande na sua música.

MM: Entre outros, sim. Dá para adicionar um pouco de Little Richard e Alice Cooper na lista e muitos outros dentro do blues, funk e reggae, etc.

HRSSelf Destruction Blues é uma coletânea. Pra mim, é um ótimo lançamento. Por que não colocaram músicas como Love’s An Injection, Desperados e Whispers In The Dark em algum álbum de estúdio? É engraçado, porque todas essas músicas soam como hits.

MM Esse álbum é um monte de singles, lado Bs e demos que a gravadora lançou, para nossa surpresa. O engraçado é que, para muita gente, é o nosso melhor álbum. Acho que, para uma mistura de músicas, o resultado final foi bom.

HRS: Falando de Self Destruction Blues, tem uma música chamada Café Avenue. É uma história verdadeira? Como a vida rock ‘n’ roll parecia no começo dos anos 80? Eu ouvi muitas histórias sobre o estilo de vida louco que os roqueiros levavam nos anos 80. Vocês não eram da Califórnia, então pra vocês foi diferente?

MM: O Cafe Avenue ainda existe em Estocolmo, numa rua chamada ”Kungsgatan”, não longe da praça ”Hötorget”. Acho que hoje em dia se chama ”Cafe Avenyen”. Sim, foi diferente para a gente – nós começamos como sem tetos nas ruas de Estocolmo.

HRSTwo Steps From The Move foi o ápice da sua carreira. Depois aquela tragédia aconteceu. Desculpe perguntar, mas você algum dia poderá perdoar Vince Neil? Eu li que você ficou chateado quando eles lançaram aquela coletânea, Music To Crash Your Car To. O que acha disso agora? Ainda dói, pensar no que aconteceu?

MM: Foi um acidente trágico que afetou muita gente de muitos jeitos. Não foi por querer, claro, mas não adianta nada culpar os outros.

HRS: Para ser honesto, eu achei que o Hanoi Rocks ia acabar depois disso, mas vocês voltaram com tudo. Como se sentiu com a reunião? Você duvidou, alguma vez?

MM: Eu pensei seriamente e por muito tempo nisso. Eu nunca teria feito uma reuniãozinha rápida, mas como me pareceu um renascimento que iria durar, eu aceitei. E nós gravamos três álbuns.

HRS: Eu acho que Twelve Shots On The Rocks e Another Hostile Takeover foram bons álbuns, mas vocês me surpreenderam com Street Poetry, que é o meu álbum preferido do Hanoi Rocks. Como fizeram isso? Quer dizer, todas as músicas daquele CD são ótimas. Porque vão terminar logo depois dele?

MM: Levamos a banda o mais longe que conseguimos. Depois de Street Poetry, nós não compomos nada novo por um bom tempo, então estava na hora de enterrar a banda com integridade, permanentemente.

HRS: Primeiro teve Hanoi Rocks, depois o sleaze da California, e agora parece que temos uma invasão sueca. Você conhece alguma banda finlandesa que merece atenção?

MM: Há algumas bandas da Finlândia que fizeram sucesso no resto do mundo também, como o The Rasmus, por exemplo.

HRS: Quais são suas bandas preferidas agora e você acha que o hard rock tem futuro?

MM: Eu gosto das mesmas bandas de sempre. Entre as novas, eu gosto de Linkin Park, entre outras. O hard rock sempre tem futuro.

HRS: Como se sentiu quando Michael Jackson morreu? Você acha que ele era só uma máquina de fazer dinheiro ou, talvez, um verdadeiro artista? 

MM: Foi bem chocante. Ele era um dos maiores entertainers de todos os tempos. Ele tinha um talento de Deus. Um verdadeiro artista e um muito bom!

HRS: Muitos roqueiros dos anos 80 se tornaram milionários. Vendo o seu impacto no hard rock, parece que Michael Monroe tem mansões pela Europa inteira e quatro aviões. Você acha que ganhou o suficiente ou acha que merecia mais?

MM: Ha, Ha, eu não me saí assim tão bem. Eu ainda tenho que trabalhar para pagar as contas.

HRS: Você diria que sua banda era Michael Monroe & Hanoi Rocks, ou todo mundo era igualmente importante? Porque, quando ouço alguém falando da banda, é sempre algo do tipo “ah, Monroe era demais!”. Todas as atenções eram focadas em você. Falando a verdade, você era o personagem principal na banda.

MM: Eu sempre fui um cara voltado pra banda. Vamos dizer que ajuda ter um bom front man.

HRS: Eu não sabia se seria legal perguntar isso, mas vou fazê-lo: Sexo, Drogas & Rock ‘n’ Roll. Qual a porcentagem de cada um no Hanoi Rocks?

MM: Como diz a música, Dead, Jail Or Roc’kn’Roll (Morte, Cadeia ou Rock ‘n’ Roll) me parece mais real. Pra mim, sempre foi 100% Rock ‘n’ Roll.

HRS: Você fala, as vezes, com caras de bandas de sleaze da California, tipo Axl Rose ou Taime Downe, ou outros?

MM: Não falo com Axl Rose há anos. Taime Downe? Acho que nunca nem o encontrei.

HRS: Pessoalmente, eu acho que Jerusalem Slim foi uma ótima idéia. Agora que o Hanoi Rocks é passado, talvez você devesse gravar um álbum com algum outro guitarrista famoso ou talvez Steve Stevens de novo. O que acha disso?

MM: A idéia original era boa, mas morreu quando a gravadora insistiu no produtor errado e tal.

HRS: Por que fez isso com Steve Steven? Eu acho que ele é ótimo, mas quero dizer, por que ele? Como se conheceram? 

MM: Ele veio falar comigo depois de ouvir o CD “Not Fakin’ It” e meio que insistiu que eu fosse seu guitarrista.  

HRS: Quem foi sua principal influência nos vocais? 

MM: Alice Cooper, Little Richard, Mick Jagger, Stiv Bators, John Fogerty, Ozzy Osbourne, para nomear poucos. 

HRS: Qual é o seu CD preferido do Hanoi Rocks? Tem algum?

MMTwo Steps From The Move e a versão dos Estados Unidos e do Reino Unido de Twelve Shots On The Rocks

HRS: Quem é seu artista preferido de todos os tempos? E o seu álbum preferido?

MM: Tem muitos. Desculpa, não dá pra falar.

HRS: A última pergunta: Hanoi Rocks é uma lenda do rock. Não acha que merece uma estrela no Rock and Roll Hall Of Fame? Tem alguma coisa faltando lá ou você não liga pra isso, como o Sex Pistols? 

MM: Qualquer tipo de reconhecimento é sempre legal. 

HRS: Agora, esta é a última pergunta mesmo. Quer dizer algo aos seus fãs que sempre apoiaram o Hanoi Rocks, os mesmo que ficaram um pouco tristes quando a banda acabou? Aliás, seu último álbum é demais. Obrigado, Michael, pela entrevisa.

MM: Quero agradecer a todos os fãs pelo apoio em todos esses anos. Não fiquem tristes pelo fim do Hanoi Rocks – Michael Monroe vai continuar! Obrigado, AMOR, ROCK & RESPEITO, Michael Monroe.