Archive for the Dirty Penny Category

Entrevista com a mãe de Dave Lepard

Posted in Bulletrain, Crashdïet, Dave Lepard, Dirty Penny, Raw Diamond, Scene D'Chryme, The Pollution, Vision on January 20, 2010 by attheodoro

Hoje, dia 20 de janeiro, é um dia triste para muitas pessoas desde que Dave Lepard, vocalista da banda sueca Crashdïet, faleceu, em 2006. Aqui vai uma entrevista feita pelo site RockEyez com a mãe de Dave que, desde 2006, passou a organizar o festival Rest in Sleaze em homenagem ao seu filho, com o objetivo de ajudar bandas jovens de sleaze rock, boa parte delas influenciada pelo próprio Dave Lepard.

RockEyez: Olá, Lisbeth, bem vinda de volta ao RockEyez.com Um dia muito triste para os fãs de música está para chegar, o dia da morte do seu filho Dave Lepard, dia 20 de janeiro. Faz quatro anos que ele não está mais entre nós.

Lisbeth Hellman: Sim, o mês de janeiro inteiro é um mês ruim! Há tantos pensamentos, e eu fico contando os dias até o dia 20. Mas nós sabemos que este não foi o dia da morte do David! Ele foi encontrado dia 20, mas o médico disse que ele já estava morto há 5, 6 dias… Foi o período no qual não tivemos notícias dele. Então, o dia certo seria dia 13. Isso ainda me deixa triste e frustrada, o fato do meu filho ter ficado sozinho e morto em seu apartamento por 5 ou 6 dias. Dói, e eu não consigo me livrar desse sentimento. É ruim.

RE: O que passa pela sua cabeça, nesse dia?

LH: Eu me sinto mal. Ainda odeio essa situação.

RE: Muitos fãs mandam recados para você nesse dia?

LH: Sim, eles mandam. São todos tão gentis. Eles mandam sentimentos para o Dave e para mim e as irmãs dele. Muitos fãs escreveram no fórum “alguém já conversou com o Dave? Eu não tive a chance”! E eles ficam tristes porque nunca conseguiram falar com ele.

RE: Você fala com algum dos outros membros do Crashdïet nessa época?

LH: Ah sim, a gente ainda mantém contato. O Eric veio me visitar no começo do outono [por volta de setembro]; a gente jantou e conversou muito.

RE: Na nossa última entrevista, você disse “Eu não ouço mais música! E não consigo ouvir ao David, dói demais. Mas talvez no futuro, eu não sei”. Você ouviu alguma música do David desde a nossa última entrevista? O que pensou?

LH: Sim, comecei a ouvir mês passado! Estou tentando e isso me deixa triste e contente ao mesmo tempo! Eu também andei vendo uns vídeos… É demais vê-lo… Ele é tão cheio de vida!

RE: Alguém já falou com você sobre lançar algum material inédito do Dave?

LH: Sim, os fãs me perguntam, e Chris Laney também está interessado, mas Chris é um homem ocupado… Mas na minha página do Facebook dá para ouvir a uma das últimas músicas do Dave, “Victory”! Dave a compôs algumas semanas antes de morrer.

RE: Tudo o que o Dave possuía na época do Crashdïet, você ainda guarda ou doou tudo? Quer dizer, guitarras, roupas de show e coisas do tipo?

LB: Nossa família guardou as coisas. Aqui no meu quarto eu tenho a Ibanez prateada e a placa de ouro do single “Breakin’ the Chainz” e algumas fotos de quando ele era criança. A única coisa que não guardei foi o que doei para o Hard Rock Café em Estocolmo: uma bota, alguns CDs e pulseiras, e as laterais são cobertas de tecido de pele de leopardo.

RE: Se pudesse pensar em uma coisa que um fã te disse ou te deu relacionado ao Dave, o que seria?

LH: Eu ainda me lembro de uma garotinha de uns 13 anos que escreveu para mim no MSN: Lisbeth, se você precisar conversar, eu estou aqui para você! Foi tão gentil… Todo mundo tem sido tão gentil… Inacreditável.

RE: Antes de dormir, você reza?

LH: NÃO! Não há Deus para mim! Muita coisa ruim aconteceu no mundo e eu não vejo por que um Deus deixaria isso acontecer. Acho melhor confiar em você mesmo. Só você pode fazer as coisas acontecerem.

RE: Você acredita que reencontrará sua família, quando morrer?

LH: Não, não acredito nisso. Mas às vezes eu queria que fosse assim!! No começo de 2006, eu acreditava nisso, mas era por causa da minha depressão…

RE: Depois da morte do Dave, o Crashdïet disse que não continua sem ele, mas depois decidiram continuar. O que achou disso?

LH: Hmmm… Acho que foi natural eles sentirem isso. Eles também sentiram muito. A vida deles também foi arruinada. Mas eles eram músicos e amavam tocar… E tinham que continuar com suas vidas! Qual era a alternativa???? acho que ninguém pensou no vazio que eles sentiram. Ninguém imaginava que Dave faria algo desse tipo! Na verdade, eu me sinto um pouco mal por eles, e por todas as pessoas que perderam alguém especial, principalmente por suicídio. É horrível viver sabendo que a pessoa que você amava de repente desapareceu e você não pode fazer nada.

RE: Além disso, o Crashdïet quis mudar o logo deles, o que acha disso?

LH: A-ha…Eu lembro disso! Primeiro fiquei triste! Achei que se eles mudassem o logo, deviam mudar o nome. Mas depois pensei “que se dane”! Eles dão o nome que quiserem à banda! E… Continuando com o nome Crashdïet, eles nos fazem lembrar o Dave. Então o Crashdïet vai deixar a música do David viva. É a única coisa com a qual eu me importo! O Dave estará vivo enquanto nos lembrarmos dele!

RE: Você disse no passado que o Peter London mantinha mais contato com você. Agora, em 2010, o Crashdïet vai tocar no festival “Rest in Sleaze”. Como conseguiu com que a banda tocasse esse ano e quem mais tocará?

LH: Ah, não houve problema algum! Eu perguntei e eles disseram claro que sim e ficaram contentes. É uma honra para eles tocarem no RIS e o Peter tem tocado todo ano! Ha-ha-ha, ele uma vez me disse “É meu destino tocar em todos os RIS!”. E os outros caras sempre estão na platéia. Sobre as outras bandas, tem três da Suécia: uma de garotas chamada Vision – garotas bem legais! E Raw Diamond de Uppsala e Bulletrain. Da Finlândia, Scene D’Chryme; The Pollution da Itália. Seis bandas ao todo e uma banda sueca ganhará uma bolsa esse ano também. Eu ainda tenho 30-40 bandas que tocarão no RIS!!!! Do mundo inteiro, tipo o Dirty Penny da Califórnia!!! É fantástico. Tornou-se algo tão grande no mundo do sleaze. Pessoas do mundo inteiro me mandam e-mails pedindo para comprar as camisetas! De Singapura, Canadá, Europa, USA, oriente médio, do norte!! Todo ano eu tenho uma camiseta diferente com uma foto do David. Mas só faço 75, então elas são bem únicas!!

RE: Ninguém jamais será igual ao Dave como frontman do Crashdïet por causa de sua presença de palco e do seu estilo, além do seu vocal. Mas uma banda deve seguir em frente e o Crashdïet escolheu o Simon Cruz para o trabalho. O que acha dele?

LH: Eu não o conheci ainda. Mas o ouvi cantando em uma demo e parece bom. Ele é o Simon e não tenta ser o David. Isso é bom. Ele vai se encaixar bem no Crashdïet; parece ser um jovem cantor sério! E eu sei que a banda gosta muito dele.

RE: Você tem alguma banda preferida de sleaze, tirando Crashdïet?

LH: HA-HA…não! Eu gosto das bandas que tocam no RIS! É por isso que eles têm a oportunidade de tocar! Eles mandam demos e eu escuto… Eu tenho tantas bandas para ouvir. Eu devo ser a pessoa mais velha que ouve sleaze rock, tenho um catálogo enorme de CDs de sleaze!!! Uma vovó roqueira!

RE: Gostaria de dizer algo antes de terminar a entrevista?

LH: Bem… Essa edição do RIS vai ser no Klubben em Estocolmo, onde teve o ultimo show do Dave que eu assisti. Foi dia 9 de Dezembro de 2005 e depois do show ele veio até mim e me abraçou… Ele estava tão orgulhoso de si e de eu e suas duas irmãs estarmos lá para vê-lo. Ele tinha dito antes “Mãe, eu gostaria que você viesse a todos os shows!” Depois ele foi para casa conosco no meu carro… Eu diria que foi um dos melhores shows que eles já fizeram!

Fonte: RockEyez

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Os melhores de 2009

Posted in Babylon Bombs, Danger Danger, Dirty Penny, Hardcore Superstar, Innocent Rosie, Nasty Idols, S.E.X. Department, Sister, The Last Vegas, Vains of Jenna on January 3, 2010 by attheodoro

O ano de 2009 foi sem dúvida importante para o sleaze rock no mundo inteiro: muitas bandas lançaram seus primeiros materiais, outras voltaram, outras se firmaram. Aqui vai uma seleção pessoal dos dez melhores álbuns do ano. Foi uma decisão difícil e, claro, muitas bandas boas ficaram de fora. O ano que se inicia tem tudo para ser ainda melhor que este que passou, com lançamentos importantes logo nos primeiros meses. Agora, é só torcer e, por que não, contribuir para que o sleaze não pare de crescer.

 

 10. Sister – Deadboys Making Noise

 A banda sueca passou por algumas mudanças de formação, estilo e sonoridade no último  tempo e se deu bem. A primeira música, Too Bad For You, já mostra que essa mudança valeu a  pena: o som está mais sujo, mais original e, com certeza, melhor do que os trabalhos  anteriores da banda (que já eram bons). Esta faixa é também a minha preferida, o que não quer  dizer que as outras seis não sejam também ótimas. “Deadboys Making Noise” é um ótimo EP, de qualidade estável e que nos deixa otimistas sobre o futuro desta banda que ainda não lançou nem seu primeiro álbum.

 9. Dirty Penny – Young & Reckless

 Apesar da banda ser uma das mais conhecidas do estilo atualmente, nunca foi uma das minhas  favoritas. Eu nunca achei o “Take it Sleezy”, primeiro álbum dos suecos, muito bom. Sendo assim, eu  não esperava muito do “Young & Reckless”, mas o álbum me surpreendeu. O disco tem uma boa  progressão (fica melhor a cada música), mas o destaque vai para Dead at 16.

8. S.E.X. Department – Rock ‘n’ Roll Suicide

Apesar da imagem de policiais, estes italianos fazem um som em clima de festa, com refrões que grudam na cabeça como o de Wasted in Texas e Gypsy Nazi. Outra música destaque é L’Italiano que soa surpreendentemente bem em italiano. A banda representa bem a Itália neste estilo em que as bandas de sucesso são na maioria das vezes suecas.

 7. Danger Danger – Revolve

 “Revolve” não tem grandes hits como Naughty Naughty ou Bang Bang, ambas do álbum début  homônimo, mas ainda assim é um álbum autêntico da banda, bom de se ouvir, com musicas  cheias de energia e de sonoridade limpa. That’s What I’m Talking About é uma ótima escolha  para faixa de abertura e as que seguem também não deixam a desejar. É um álbum suave, mas  com energia o suficiente para fazer você querer aumentar o volume.

6. Nasty Idols – Boys Town

O álbum começa bem com a faixa Rock Out e fica cada vez melhor, com destaque absoluto para Methods to My Madness e Crashlanding. No entanto, não é só porque as melhores músicas estão na primeira metade do álbum que a segunda (ou até o álbum inteiro) pode ser considerada ruim. O álbum continua sendo de ótima qualidade até a última faixa.

5. Innocent Rosie – Bad Habit Romance

Eu ia começar a escrever sobre este álbum falando das músicas destaques, mas acabei fazendo uma lista de praticamente todas as faixas do álbum. Isso só prova o quanto o CD é bom: são quase cinqüenta minutos de puro rock n roll. Uma série de músicas fortes, feitas para serem ouvidas no volume máximo. Um dos álbuns que mais me agradou no ano.

4. Babylon Bombs – Babylon’s Burning

Todos já imaginavam que seria difícil superar o “Doin’ You Nasty”, o álbum mais bem sucedido desta banda que hoje é uma das maiores do estilo. De fato, “Babylon’s Burning”, na minha opinião, não o superou. Mesmo assim, o disco é bom e prova que a banda merece estar entre os grandes. O grupo está com uma sonoridade diferente, mais madura e complexa se comparada com a do último álbum, que era repleto, por exemplo, de riffs poderosos, mas relativamente simples. Alguns destaques são Nobody’s Home e Angel Eyes, que remetem ao som dos álbuns mais antigos, com guitarras blues. It’s Allright, outro destaque, é uma ótima balada, com um ótimo trabalho de backing vocal e um solo maravilhoso. O disco pode não ser o melhor da banda, mas é com certeza um dos melhores do ano.

3. The Last Vegas – Whatever Gets You Off

 Este álbum foi uma ótima surpresa para mim. O disco começa super bem com a faixa título, Whatever Gets You Off, que já mostra toda a força e energia da banda, do jeito que o rock tem que ser. Loose Lips tem uma ótima base blues e é seguida de Apologize, uma linda balada que lembra Aerosmith. O álbum continua até o fim com a mesma força, terminando a cem por hora com Outta My Mind.

 2. Hardcore Superstar – Beg for it

 Eu adoro esta banda, mas, para falar a verdade, não gostei muito do último trabalho  deles, “Dreaming in a Casket”. Quando ouvi o primeiro single deste novo álbum, a  própria música Beg for it, achei que com este seria a mesma coisa. Mas não foi.

 “Beg for it” segue a linha mais pesada adotada nos últimos álbuns e é bem parecido com  “Dreaming in a Casket”, mas com alguns elementos melódicos do álbum homônimo  (“Hardcore Superstar”), sem dúvida um dos melhores da banda.

 Hope for a normal life nos remete à fase mais calma da banda (os álbuns mais antigos) e tem um refrão lindo, mas músicas mais pesadas como Into Debauchery e Shades of Grey também merecem destaque. Take ‘em all out lembra um pouco Sophisticated Ladies (do álbum “Dreaming in a Casket”) e também é uma das melhores.

1. Vains of Jenna – The Art of Telling Lies

É incrível como essa banda amadureceu do primeiro CD para este, das letras às melodias. O som continua sendo aquela mistura de hard rock, punk e glam, mas um pouco mais ousado e eclético. “The Art of Telling Lies” é, de longe, o meu CD preferido do ano e, com isso, a banda ganhou um espaço na minha lista de melhores bandas, se não o topo. Eu passei semanas ouvindo sem parar e ainda não cansei.

Todas as músicas são ótimas, mesmo. Eu prefiro nem citar nomes porque todas elas são igualmente demais, mas talvez a melhor seja Mind Pollution. Perfeita. A música título (The Art of Telling Lies) é provavelmente a mais ousada, uma que seria inimaginável no primeiro CD da banda.

Se depender de mim, o Vains of Jenna tem muito, mas muito futuro.

Dirty Penny: vídeo de “If I were you…”

Posted in Dirty Penny on December 12, 2009 by attheodoro

Assista ao novo vídeo do single “If I Were You I’d Hate Me Too” da banda Dirty Penny. A música está no novo álbum da banda,”Young & Reckless”, lançado em Setembro deste ano.

Clique aqui para ver o vídeo e aqui para saber mais sobre a banda.