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Entrevista com: Crucified Barbara

Posted in Crucified Barbara on August 20, 2009 by attheodoro

O site Metal Discovery realizou uma entrevista com Klara Force e Ida Evileye, da banda sueca Crucified Barbara. Na área VIP do festival Rockweekend, em julho, a guitarrista e a baixista conversaram sobre a origem do nome da banda, o álbum “Till Death Do Us Party”, suas influências musicais, entre outros assuntos.

 

Metal Discovery: Não é todo mundo que sabe disso no Reino Unido, mas parece que Barbara, na Suécia, é o nome que se dá para uma boneca inflável?

Klara Force: É isso mesmo.

MD: Qual é, então, o significado do nome da banda, sendo uma boneca inflável crucificada?

Ida Evileye: Acho que depois de tantos anos, é só um nome. Mas no começo, em 1997, estávamos no Roskilde Festival e tinha uma boneca inflável numa cruz. Nós achamos muito legal então traduzimos a imagem por um nome. Acho que é daí que vem.

MD: O novo álbum é fantástico – faz só algumas semanas que eu ouvi, mas é absolutamente brilhante.

IE: Ahhh, obrigada!

KF: Valeu!

MD: Vocês usaram Mats Levén como produtor. Como foi trabalhar com ele, o que ele trouxe de novo para o álbum?

IE: Nós o conhecemos porque ele está morando em Estocolmo, e é um cantor conhecido e um compositor muito bom e achamos que precisávamos de alguém para levar as coisas para um nível mais elevado. Então fizemos a pré-produção com ele e seu envolvimento foi mais para o arranjo das músicas em suas melhores versões, ele não escreveu muita coisa… A não ser um riff em uma música. Ele trabalha bastante! [risos] Ele é talentoso, então aproveitamos o melhor de cada um.

KF: Mas acho que começou quando o conhecemos. Tivemos uma reunião e nós tocamos algumas demos para ele. Os comentários dele eram exatamente o que nós pensávamos, então foi perfeito. Ele pensa igual a nós, e isso é muito bom.

IE: Ele é muito dedicado, também. Tudo que ele faz, ele quer que seja algo de qualidade.

KF: E já que ele é vocalista, ele foi uma ajuda para Mia… E para os backing vocals também. Quer dizer, ele se envolveu um pouco em tudo, o que é bom.

MD: Eu li em uma entrevista que vocês deram semana passada – acho que foi por um link no Blabbermouth, e vocês dizem que sempre fazem perguntas sobre ser uma banda só de mulheres e vocês disseram que gênero não importava, já que cada pessoa é uma pessoa…

KF: Exatamente, somos todos indivíduos…

MD: Exatamente, as pessoas são autônomas, qualquer que seja o gênero. Hipoteticamente, se alguma de vocês saísse da banda, vocês se preocupariam em escolher outra mulher ou não se importariam com o gênero.

KF: Bem, se alguém saísse da banda, não seria mais a mesma banda. Eu nem sei se nós continuaríamos. Mas eu não me importaria se fosse homem ou mulher.

IE: Acho que seria algo muito estranho para se considerar – está fora de questão.

KF: É, é… Nós vamos continuar todas juntas, então…

MD: Como são os seus fãs no Reino Unido, porque vocês não são um grande nome da imprensa do metal… Mas vocês tocaram no Download aqui, abriram para o Motörhead e ano passado vocês estavam aqui em Setembro abrindo para…?

KF: Backyard Babies, é.

MD: Vocês vêem os mesmos rostos em vários shows?

KF: Sim, foi bem legal quando voltamos com o Backyard Babies – tipo, em cada show eu via algumas pessoas que eu conheci durante os shows do Motörhead. Eles eram fãs de Motörhead e voltaram para nos ver, isso é ótimo. Foi legal.

IE: Todo mundo fala da cena inglesa como sendo bem difícil. Acho que, pelo menos nós, somos bem-vindas lá.

KF: É, mas ouvimos dizer tanta coisa sobre o público inglês ser malvado, então tivemos muito medo na primeira vez. Tipo, “Ah, o que vai acontecer? Porque se eles nos odiarem, vão jogar mijo na gente, ou algo assim.” Mas nada aconteceu então, na maior parte do tempo, nos sentimos bem-vindas. Fizemos shows legais abrindo pra outras bandas, mas, claro, nosso objetivo é voltar como headliner. Seria bem legal.

MD: Vocês abriram pra muitas bandas grandes esses anos, como Sepultura e In Flames; Motörhead, claro; Pain, também; e o Pain de Jon Oliva… Na verdade, vocês devem ser a única banda que tocou com os dois Pain. Qual dessas turnês foi a mais legal?

IE: Acho que, sem dúvida, a turnê com o Motörhead foi muito boa pra gente. Ouvi muita gente dizer que eles eram gentis com as bandas de abertura, e é verdade. Foi uma ótima experiência, fomos bem tratadas, tocamos em arenas grandes e foi demais. Foi uma experiência muito boa, também para aprender a tocar para milhares de pessoas toda noite – isso foi demais. Sim, foi muito bom.

MD: De que banda ou bandas você tem mais orgulho de ter dividido o palco?

IE: Judas Priest, com certeza! Foi no Sweden Rock, mas não foi no mesmo dia. Mas se a pergunta for do mesmo dia, então foi com o Pain de Jon Oliva. Eu amo Savatage, nós todas amamos.

MD: Algum momento Spinal Tap em turnê?

IE: Acontece tanta coisa estranha! Por exemplo, estávamos na França tocando em um festival e nos disseram “vocês vão ficar em uns bungalows muito legais”, mas quando chegamos lá, era só trailer. De manhã, abrimos a porta e estávamos no maior campo nudista da Europa! Todo mundo estava nu! Eram três mil pessoas peladas… Por todo o lugar. Eu e a Klara gostamos de futebol, e queríamos assistir ao jogo da Suécia contra a Alemanha. Só tinha alemão pelado e é claro que nós perdemos e… Não foi legal.

MD: OK! E qual foi a mensagem de fã mais engraçada ou estranha que vocês já receberam – tipo e-mail, mensagem de MySpace ou algo do tipo?

IE: Nossos fãs são legais e amigáveis, mas tem um cara, ele é meio retardado. Mas ele gosta bastante da banda e ele escreve uns e-mails em letras maiúsculas dizendo “Eu amo você. Eu quero blá, blá, blá…”.  E isso toda semana. Toda semana na minha caixa de entrada.

MD: OK, muito obrigado.

 

 

Para ler a entrevista completa, em inglês, acesse o site metal-discovery.