Archive for July, 2009

Entrevista com: Michael Monroe (ex-Hanoi Rocks)

Posted in Hanoi Rocks, Michael Monroe on July 30, 2009 by attheodoro

Entrevista traduzida do site Hard Rock Service, datada de 25/7/2009:

HARD ROCK SERVICE: Oi Michael, estou contente pela oportunidade de conversar com você. Hanoi Rocks e uma verdadeira lenda e, me corrija se estiver errado, parece que vocês começaram todo esse movimento sleaze. Como se sente sobre isso?
MICHAEL MONROE: Oi. Eu realmente não sei o que é “sleaze” rock. Pessoalmente, eu não sou do tipo sleazy. De qualquer modo, se eu influenciei alguns roqueiros positivamente, isso é bom.

HRS: Vocês sempre foram muito originais nesse estilo porque não queriam soar muito metal, mas tinham energia o bastante para se colocar ao lado de bandas como Mötley Crüe e Guns N`Roses. Qual foi sua principal influência? Parece que os Ramones e os Rolling Stones tiveram um impacto grande na sua música.

MM: Entre outros, sim. Dá para adicionar um pouco de Little Richard e Alice Cooper na lista e muitos outros dentro do blues, funk e reggae, etc.

HRSSelf Destruction Blues é uma coletânea. Pra mim, é um ótimo lançamento. Por que não colocaram músicas como Love’s An Injection, Desperados e Whispers In The Dark em algum álbum de estúdio? É engraçado, porque todas essas músicas soam como hits.

MM Esse álbum é um monte de singles, lado Bs e demos que a gravadora lançou, para nossa surpresa. O engraçado é que, para muita gente, é o nosso melhor álbum. Acho que, para uma mistura de músicas, o resultado final foi bom.

HRS: Falando de Self Destruction Blues, tem uma música chamada Café Avenue. É uma história verdadeira? Como a vida rock ‘n’ roll parecia no começo dos anos 80? Eu ouvi muitas histórias sobre o estilo de vida louco que os roqueiros levavam nos anos 80. Vocês não eram da Califórnia, então pra vocês foi diferente?

MM: O Cafe Avenue ainda existe em Estocolmo, numa rua chamada ”Kungsgatan”, não longe da praça ”Hötorget”. Acho que hoje em dia se chama ”Cafe Avenyen”. Sim, foi diferente para a gente – nós começamos como sem tetos nas ruas de Estocolmo.

HRSTwo Steps From The Move foi o ápice da sua carreira. Depois aquela tragédia aconteceu. Desculpe perguntar, mas você algum dia poderá perdoar Vince Neil? Eu li que você ficou chateado quando eles lançaram aquela coletânea, Music To Crash Your Car To. O que acha disso agora? Ainda dói, pensar no que aconteceu?

MM: Foi um acidente trágico que afetou muita gente de muitos jeitos. Não foi por querer, claro, mas não adianta nada culpar os outros.

HRS: Para ser honesto, eu achei que o Hanoi Rocks ia acabar depois disso, mas vocês voltaram com tudo. Como se sentiu com a reunião? Você duvidou, alguma vez?

MM: Eu pensei seriamente e por muito tempo nisso. Eu nunca teria feito uma reuniãozinha rápida, mas como me pareceu um renascimento que iria durar, eu aceitei. E nós gravamos três álbuns.

HRS: Eu acho que Twelve Shots On The Rocks e Another Hostile Takeover foram bons álbuns, mas vocês me surpreenderam com Street Poetry, que é o meu álbum preferido do Hanoi Rocks. Como fizeram isso? Quer dizer, todas as músicas daquele CD são ótimas. Porque vão terminar logo depois dele?

MM: Levamos a banda o mais longe que conseguimos. Depois de Street Poetry, nós não compomos nada novo por um bom tempo, então estava na hora de enterrar a banda com integridade, permanentemente.

HRS: Primeiro teve Hanoi Rocks, depois o sleaze da California, e agora parece que temos uma invasão sueca. Você conhece alguma banda finlandesa que merece atenção?

MM: Há algumas bandas da Finlândia que fizeram sucesso no resto do mundo também, como o The Rasmus, por exemplo.

HRS: Quais são suas bandas preferidas agora e você acha que o hard rock tem futuro?

MM: Eu gosto das mesmas bandas de sempre. Entre as novas, eu gosto de Linkin Park, entre outras. O hard rock sempre tem futuro.

HRS: Como se sentiu quando Michael Jackson morreu? Você acha que ele era só uma máquina de fazer dinheiro ou, talvez, um verdadeiro artista? 

MM: Foi bem chocante. Ele era um dos maiores entertainers de todos os tempos. Ele tinha um talento de Deus. Um verdadeiro artista e um muito bom!

HRS: Muitos roqueiros dos anos 80 se tornaram milionários. Vendo o seu impacto no hard rock, parece que Michael Monroe tem mansões pela Europa inteira e quatro aviões. Você acha que ganhou o suficiente ou acha que merecia mais?

MM: Ha, Ha, eu não me saí assim tão bem. Eu ainda tenho que trabalhar para pagar as contas.

HRS: Você diria que sua banda era Michael Monroe & Hanoi Rocks, ou todo mundo era igualmente importante? Porque, quando ouço alguém falando da banda, é sempre algo do tipo “ah, Monroe era demais!”. Todas as atenções eram focadas em você. Falando a verdade, você era o personagem principal na banda.

MM: Eu sempre fui um cara voltado pra banda. Vamos dizer que ajuda ter um bom front man.

HRS: Eu não sabia se seria legal perguntar isso, mas vou fazê-lo: Sexo, Drogas & Rock ‘n’ Roll. Qual a porcentagem de cada um no Hanoi Rocks?

MM: Como diz a música, Dead, Jail Or Roc’kn’Roll (Morte, Cadeia ou Rock ‘n’ Roll) me parece mais real. Pra mim, sempre foi 100% Rock ‘n’ Roll.

HRS: Você fala, as vezes, com caras de bandas de sleaze da California, tipo Axl Rose ou Taime Downe, ou outros?

MM: Não falo com Axl Rose há anos. Taime Downe? Acho que nunca nem o encontrei.

HRS: Pessoalmente, eu acho que Jerusalem Slim foi uma ótima idéia. Agora que o Hanoi Rocks é passado, talvez você devesse gravar um álbum com algum outro guitarrista famoso ou talvez Steve Stevens de novo. O que acha disso?

MM: A idéia original era boa, mas morreu quando a gravadora insistiu no produtor errado e tal.

HRS: Por que fez isso com Steve Steven? Eu acho que ele é ótimo, mas quero dizer, por que ele? Como se conheceram? 

MM: Ele veio falar comigo depois de ouvir o CD “Not Fakin’ It” e meio que insistiu que eu fosse seu guitarrista.  

HRS: Quem foi sua principal influência nos vocais? 

MM: Alice Cooper, Little Richard, Mick Jagger, Stiv Bators, John Fogerty, Ozzy Osbourne, para nomear poucos. 

HRS: Qual é o seu CD preferido do Hanoi Rocks? Tem algum?

MMTwo Steps From The Move e a versão dos Estados Unidos e do Reino Unido de Twelve Shots On The Rocks

HRS: Quem é seu artista preferido de todos os tempos? E o seu álbum preferido?

MM: Tem muitos. Desculpa, não dá pra falar.

HRS: A última pergunta: Hanoi Rocks é uma lenda do rock. Não acha que merece uma estrela no Rock and Roll Hall Of Fame? Tem alguma coisa faltando lá ou você não liga pra isso, como o Sex Pistols? 

MM: Qualquer tipo de reconhecimento é sempre legal. 

HRS: Agora, esta é a última pergunta mesmo. Quer dizer algo aos seus fãs que sempre apoiaram o Hanoi Rocks, os mesmo que ficaram um pouco tristes quando a banda acabou? Aliás, seu último álbum é demais. Obrigado, Michael, pela entrevisa.

MM: Quero agradecer a todos os fãs pelo apoio em todos esses anos. Não fiquem tristes pelo fim do Hanoi Rocks – Michael Monroe vai continuar! Obrigado, AMOR, ROCK & RESPEITO, Michael Monroe.

Steel Panther: vídeo e making of de “Community Property”

Posted in Steel Panther on July 30, 2009 by attheodoro

Assita ao vídeo sem censura de “Community Property”, single da banda Steel Panther:

 

E ao making of, também sem censura, pelo MySpace.

Bastardz: em estúdio e com vocal novo?

Posted in Bastardz on July 29, 2009 by attheodoro

Ao que parece, o Bastardz já está em estúdio. O novo vocalista ainda não foi anunciado, mas é provável que a banda dê mais notícias sobre o futuro em breve.

Para saber mais sobre esta banda de São Paulo, acesse: MySpace.

Skid Row: ingressos à venda

Posted in Skid Row on July 19, 2009 by attheodoro

Os ingressos para o show do Skid Row em São Paulo já estão à venda. O show será dia 12 de setembro, no Manifesto Bar.

Mais detalhes:

Local: Manifesto Bar – Rua Iguatemi, 36 (Itaim Bibi) – São Paulo
Telefone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 22h
Pontos de venda: Manifesto bar (à partir das 22h, nos dias de funcionamento da casa)
                                    Animal Records na Galeria do Rock (3223-6277)
                                    site:  www. ticketbrasil.com.br 

Preços
pista: R$ 89,99
camarote: R$ 95,00
 taxa de conveniência pelo site: R$ 14,99

Hardcore Superstar: ingressos à venda

Posted in Hardcore Superstar, Pink Dolls on July 19, 2009 by attheodoro

Os ingressos para o show do Hardcore Superstar em São Paulo, único no Brasil, já estão à venda. O show será dia 21 de novembro, no Manifesto Bar, e terá como banda de abertura a Pink Dolls.

Mais detalhes:

Local: Manifesto Bar – Rua Iguatemi, 36 (Itaim Bibi) – São Paulo
Telefone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 22h
Pontos de venda: Manifesto bar (à partir das 22h, nos dias de funcionamento da casa)
                                    Animal Records na Galeria do Rock (3223-6277)
                                    Rockland T-Shirts na Galeria (3362-2606)
                                    site:  www. ticketbrasil.com.br 

Preços
pista: R$ 79,99
camarote: R$ 87,00
 taxa de conveniência pelo site: R$ 12,99

KISS: “novo álbum será o melhor”

Posted in KISS on July 15, 2009 by attheodoro

O KISS está terminando seu novo álbum de estúdio e, de acordo com os membros atuais, ele será um dos melhores álbuns da banda.

“Antes de começarmos, eu disse que só me interessaria se eu produzisse e se estabelecêssemos algumas regras básicas: comprometimento total de todo mundo, guitarras distorcidas clássicas do KISS, sem compositores externos, sem instrumentistas de fora e a minha palavra seria sempre a última.”, diz Paul Stanley sobre o novo álbum. “Todos concordaram e eu sei que nós nunca nos divertimos tanto juntos.

Todos fizemos disso nossa prioridade. Eu nunca vi o Gene (sim, o Gene!) tão solidário. Sem esse espírito, isso nunca teria sido possível.”

De acordo com o próprio Gene Simmons, este álbum será o melhor do KISS em 30 anos.

“Quanto às músicas?” diz o baterista Eric Singer, “Sem baladas, sem músicas lentas, sem encheção de lingüiça… Só o puro Rock and Roll com todos aqueles elementos que te fizeram amar o KISS desde a primeira vez que ouviu. Todos cantam no CD pelo menos alguma música (eu e Tommy também).”

“Paul e eu cantamos algumas músicas juntos, alternando” diz Gene Simmons. “Tommy escreveu algumas músicas conosco e canta sua primeira música em um álbum do KISS. Eric também é um ótimo vocalista. As novas músicas têm um ar antigo, tipo Rock and roll Over e Love Gun.”

Todas as músicas foram gravadas analogicamente. “Nào fizemos mais do que duas ou três vezes cada uma”, diz Tommy Thayer. “Gravamos o básico com os quatro juntos – o que é raro (ou inexistente) na era digital. TODAS as músicas são fodas.”

O álbum terá onze músicas inéditas, entre elas “Russian Roulette”, “Modern Day Delilah” e “Stand”.

Entrevista com: John Allen, Charm City Devils

Posted in Charm City Devils on July 9, 2009 by attheodoro

O Site hardrockhideout.com entrevistou recentemente John Allen, vocalista da banda Charm City Devils, que tocará no Cruefest este ano. Conheça a banda aqui.

 

HRH: Quando começou a formar o Charm City Devils? Há quanto tempo estão juntos agora?

John Allen: Esse line-up está junto há… Acabamos de completar dois anos. Antes disso eu tocava com meu guitarrista Nick, no vocal e na guitarra por seis meses, talvez mais. Tive que largar a guitarra para poder correr pelo palco como um louco e entreter a platéia. Tocando guitarra, eu só podia ficar em pé em um lugar e ficar na frente do pedestal do microfone. É um saco. Eu quero é zoar.

HRH: Você tocou todos os instrumentos no seu novo CD?

Allen: Eu toquei vários deles. No começo mesmo desse projeto, era só eu no meu estúdio no porão me divertindo.  Eu escrevi “Burn Baby Burn”. Toquei todos os instrumentos dessa música para começar. Um baixista veio e gravou um baixo adicional pra mim. Muitas músicas se desenvolveram desse jeito. Eu gravava a bateria depois as guitarras e tal. Antes de o álbum ser lançado, uns guitarristas vieram e refizeram um monte de coisa, então eles também têm uma parte nisso. Francamente, o que eles fizeram ficou melhor que o que eu fiz (risos). Todos da banda estão lá em partes diferentes. O baterista tocou nas duas últimas músicas do CD.

HRH: A música “Burn Baby Burn” é bem legal e fica na cabeça. É a música perfeita para um single.

Allen: Obrigado. Quando a escrevi… Foi o motivo para a banda existir. Quando a escrevi, eu achei que talvez eu pudesse fazer algo com isso. Essa primeira música foi o motivo para a banda existir.

HRH: Há um video no Youtube para a música “Burn Baby Burn” que está lá desde 2007. Você fez isso antes da banda começar? De onde surgiu esse vídeo?

Allen: Sim, minha idéia original foi gravar um vídeo, antes de formar a banda mesmo. Eu esperava, acho, que alguma gravadora independente comprasse o material de mim. Meu plano para dominar o mundo era vender para vários lugares no mundo. Nunca aconteceu. Eu tive que aprender a ser um front man, aqui na região, batendo a cabeça nas paredes dos clubes. Finalmente, já com o line-up junto há dois anos, eu fiz um show e um programador de uma rádio local estava lá. Ele disse que “Let’s Rock-N-Roll” era muito bom e que ia tentar colocá-la na rádio na semana seguinte. Eu estou há um tempo nesse negócio e achei que seria realmente legal, mas nunca esperei que acontecesse mesmo. Na semana seguinte, ele me ligou e disse “Hey, cara, preciso de um favor. Preciso de uma cópia de ‘Let’s Rock-N-Roll’, vamos colocá-la no ar essa semana”. Eu disse “Cara, você tem que aprender o que é um favor. Eu não estou te fazendo um favor, você é que está me fazendo um ENORME”. Ele colocou a música na parada, me ligou umas semanas depois dizendo “Hey, cara, a música está indo muito bem. Só queria que você soubesse”. Então eu fiquei eufórico, comecei a mandar e-mail pra umas pessoas da indústria que eu conhecia, mas ninguém respondeu. Mandei um e-mail para Eleven Seven, e eu nem conhecia ninguém. Eu mandei para um e-mail tipo info@. No dia seguinte, me ligaram falando “Hey, nós amamos o que ouvimos. Queremos que você venha à Nova York se encontrar com a gente”. Achei que alguém tivesse tirando sarro de mim, mas ninguém sabia que eu tinha mandado o e-mail. Ok, estava acontecendo. Algumas semanas depois eu fui pra Nova York e tivemos a reunião. No fim, eles disseram “OK, vamos lá”. Eu pensei “Vocês só podem estar brincando! Essas coisas não acontecem assim”.

HRH: Então, as coisas aconteceram rápido desde essa primeira música.

Allen: Parece que sim, aí os advogados se envolveram e atrasaram tudo por um ano. (risos)

HRH: Que estação foi essa que lançou “Let’s Rock-N-Rol”?

Allen: 98 Rock, aqui da cidade.

HRH: Então você conheceu os caras da Eleven Seven. Como conheceu Nikki Sixx?

Allen: Ele estava na costa oeste nessa época. Eu falei com ele por telefone um tempo depois. Foi surreal, um mês depois ou mais, eu estava no ônibus de turnê com ele e os caras do Sixx A.M no primeiro Cruefest. Ele disse que tinha gostado do meu álbum, e que talvez no ano seguinte eu estaria no Cruefest 2. Eu disse que seria genial!

HRH: Você está contente por tocar no Cruefest 2?

Allen: Meu Deus, claro! Nós estamos muito felizes! Mal podemos esperar para tocar na frente de tanta gente e tocar em anfiteatros e arenas. Eu toquei algumas vezes nesses lugares como baterista, e não há nada como isso! Toquei em clubes por muito tempo, já. Clubes são legais, divertidos e tal, mas uma arena é demais! E tocar com bandas como Mötley Crüe, Gosmack, Theory of a Deadman e Drowning Pool… É uma honra.

HRH: Você já tocou na frente de tanta gente assim esse ano no Rock on the Range e no The Preakness.

Allen: É, esses shows foram demais. Para mim, como front man, é mais fácil tocar para um grande público. As pessoas estão lá para se divertirem. Eles amam a música e estão lá para fazer uma festa. É bem legal. Não há nada como isso no mundo, nada como tocar para as pessoas e ver a resposta deles, ali na sua frente.

HRH: Eu os descobri ouvindo “Let’s Rock-N-Roll” na coletânea do Cruefest. A banda estava sob o nome de Chosen Son, na época. Vocês mudaram o nome da banda algumas vezes antes de escolher Charm City Devils.

Allen: Esse nome… Eu sou adotado, então Chosen Son é tipo, bem, meus pais adotivos me escolheram. Eu sou muito agradecido. Tenho muita sorte por eles terem me adotado e terem me apoiado por toda a minha vida e minha carreira. Também é o nome de uma gangue de quando eu era criança, os Chosen Sons. Eu achava que eles não existiam mais. Decidimos ficar com o nome, mas aí uma notícia chegou: um dos líderes do Chosen Sons tinha sido assassinado pela polícia. Eu pensei “Ahhh, cara. Isso é ruim”. Decidimos que não era uma boa idéia ficar com o nome de uma gangue. Eles poderiam ficar ofendidos. Eu estava ao telefone com Nikki Sixx falando disso e começamos a lançar alguns nomes. Ele me ligou de novo uma ou duas semanas depois falando “Já sei! Charm City porque é assim que chamam a cidade de Baltimore e Devils porque vocês são uma banda de rock, uma gangue”. Eu disso “ótimo, é perfeito”.

HRH: Vocês aparecem no vídeo do Mötley Crüe, “White Trash Circus”. Como foi a experiência?

Allen: Aquela semana toda foi surreal. Foi louca. Os empresários me ligaram às 10:00 da manhã de segunda-feira parabenizando pelo Cruefest. “Precisamos que você grave o refrão de White Trash Circus e nos mande hoje à noite lá pelas 9:00”, ou algo assim. Tudo bem, eu podia ir ao meu porão e gravar rápido. “Você tem que estar no avião para Los Angeles quarta-feira para gravar o vídeo quinta”. A semana inteira foi uma viagem incrível.

HRH: Você e Nick Kay fizeram parte de uma banda muito legal chamada Child’s Play. Alguma chance de vocês tocarem alguma música da banda ao vivo?

Allen: Agora não, não há planos para isso. Estávamos pensando em tirar o “My Bottle” da poeira, outro dia. O que você gostaria de ouvir?

HRH: Uma música que gosto muito é “Wind”.

Allen: É, essa é ótima, nosso baixista Idzi escreveu. Só temos meia hora para tocar no Cruefest. Vamos ficar provavelmente com o primeiro álbum. Se fizermos algum show de uma hora ou uma hora e quinze, quem sabe o que tocaremos.

HRH: Você ainda fala com Brian Jack (antigo vocalist do Child’s Play)?

Allen: Sim, ele estava na festa de lançamento, dia 29. Uma noite antes do M3.

HRH: Há alguma chance de vocês relançarem “Rat Race or Long Way” do Child’s Play?

Allen: Duvido. O “Rat Race” é da Chrysalis Records. Eu não tenho certeza da legalidade da coisa. Acho que o catálogo pertence à EMI ou Capital EMI. Não sei o que precisaria para pegar tudo de volta. Não sei de quanto precisaríamos. Algumas pessoas chegam de vez em quando perguntando se eu tenho alguma cópia do CD, mas só tenho uma.

HRH: Você participou do CD do SR-71, “Tomorrow”, assim como do CD japonês, “Here We Go Again”. Você era o baterista, assim como compositor e produtor. Como se envolveu com o SR-71?

Allen: É uma longa história. Eu conheço Mitch desde sempre. Eu toquei com eles quando o baterista deles estava com problemas de saúde, antes de eles assinarem um contrato. Eu apareci fazendo backing vocal no primeiro CD deles, na música “Paul McCartney”, e depois durante a primeira turnê, o baterista ficou doente de novo. Eu fiquei em seu lugar durante a turnê de Natal, por duas semanas. Depois disso, eles queriam trocar. Eu entrei na banda logo antes deles abrirem para o Bon Jovi. Por isso que falei antes de tocar em arenas, cara, foi demais.

HRH: O SR-71 acabou?

Allen: Sim, nós nunca decidimos isso. O Mitch veio na festa de lançamento do CD. Eu o chamei para produzir umas coisas do “Let’s Rock-N-Roll”, nós compomos juntos uma das músicas. Sua carreira como compositor e produtor está dando certo. Eu estou sem tempo. Nós tentamos assinar um contrato com o SR-71, achamos que depois do sucesso da música “1985” ia dar certo, mas não deu.

HRH: Uma das músicas que Mitch produziu foi “Almost Home”, que eu achei demais. Sobre o que ela fala?

Allen: Minha mãe sobreviveu a um câncer de mama. A música é sobre quando descobrimos o câncer. Ela não queria fazer o exame. Minha ex-namorada ficou o tempo todo falando “Você tem que fazer isso. Seu primo morreu de câncer de mama, sua tia teve de retirar um seio. Está no seu sangue, você tem de fazer isso.” Quando ela fez, meu pai recebeu um telefonema do médico dizendo que tinha encontrado algo… Meu pai não sabia como contar a ela. Eu não estava morando em casa na época. É disso que a música fala. Receber o telefonema e ter de contar à sua mãe, é bem difícil. No resto do CD tem coisas muito divertidas, mas essa música fala de um assunto sério. É real. Quando a escrevi, eu toquei pra minha namorada. Nós ficamos lá sentados, parados. Sempre que tocávamos ela, a gente chorava. Tivemos muita sorte. Isso foi em 96, 97. Ela está bem, indo ao medico de vez em quando e tal. O médico dela é muito bom. Eu realmente sou à favor do mamograma para detectar o tumor antes que ele cause problemas.

HRH: Ouvi dizer que Mitch ia lançar um álbum, chamado “Clawing My Way To My Middle”. Você está envolvido nisso?

Allen: Sim, boa parte das músicas foi gravada no meu estúdio. Acho que a carreira dele em Los Angeles fez com que esse projeto ficasse um pouco para trás. Ele está trabalhando com Kara Dioguardia. A última faixa para os dois finalistas do American Idol, ele escreveu com Kara. Ele anda fazendo umas coisas bem legais. Se ele precisar de alguma ajuda com esse projeto, eu estou sempre disponível. Ele foi muito bom para mim esses anos todos. Sei que muitos fãs gostariam de ouvir o material.

HRH: Com o Charm City Devils, parece que você está voltando ao hard rock.

Allen: Sim, acho que você está certo. Com o SR-71, eu estava tentando me encaixar no papel de baterista e tentando ajudar na composição. Eu não era o compositor principal, o Mitch era. Acho que eu passei por muita coisa e agora estou de volta ao hard rock mais blues, por onde comecei. Ainda acho que há energia e um pouco de punk que dão um sabor diferente, mas tenho que concordar com você.

HRH: AC/DC e Aerosmith foram grandes influências para você?

Allen: GRANDES. Duas bandas incríveis, altamente baseadas em blues. As duas bandas têm muito groove, mas cada uma tem um ponto de vista diferente. São duas bandas incríveis que eu amei a vida toda desde que as descobri.

HRH: Acho que o seu CD é uma boa mistura de hard rock clássico e moderno. Acho que faz o estilo de muita gente.

Allen: Obrigado. Tem muita coisa moderno que eu gosto, também. The Hives tem uma energia punk, crua. Jack White, White Stripes, Delta Blues. Eu amo. Espero que, como você disse, possamos agradar a um número grande de fãs de rock.

HRH: Então o que vocês vão fazer agora? O Cruefest só começa em Julho, certo?

Allen: Dia 19 de julho. Vamos para o sul, fazer alguns shows regionais aqui e ali. Tocaremos com Red e Flaming Hanley antes do Crufest. Tentamos ficar ocupados e conehcer o máximo de gente possível.

HRH: Alguma coisa que queira dizer aos fãs?

Allen: Nos adicionem no MySpace, Facebook ou algo assim. Venha dizer oi pra gente nos shows. Somos bem acessíveis, e gostamos de conhecer gente nova. Ouçam ao álbum. Estamos recebendo muitos comentários positivos de gente que comprou o CD. Por favor, passe a mensagem a quantas pessoas puderem!