Crashdïet: “Generation Wild” será lançado em março

Posted in Crashdïet on December 30, 2009 by Rökk on!

O seguinte foi postado no MySpace oficial do Crashdïet. O álbum tão esperado que marca o retorno de uma das maiores bandas de sleaze atualmente está finalizado e pronto para ser lançado no fim de março de 2010.

“Estamos orgulhosos de anunciar que o novo álbum do Crashdïet está finalizado! São 10 músicas fodas que estão sendo mixadas pelo bambambam sueco Tobias Lindell. O álbum vai se chamar “Generation Wild” e está marcado para ser lançado em março, pela Gain records. A faixa título estará nas rádios suecas em Janeiro.

Outras faixas serão Native Nature, Chemical, Rebel,Down With the Dust, etc., só para dar uma idéia. O tracklist completo será divulgado dentro de alguns dias! A gravação aconteceu em Gröndal, Suécia, com a equipe da Rampac.

Martin Sweet: Este álbum é definitivamente o retorno ao som e feeling do “Rest in Sleaze”.
Simon Cruz: Um lindo par de bolas suecas!
Peter London: Então, finalmente, este é o som do sleaze sueco em 2010. Mmm, yummy!
Eric Young: Estou muito orgulhoso do nosso bebê que está prestes a nascer, não consigo parar de escutá-lo!”

Entrevista com: Swan – Blackrain

Posted in BlackRain on December 30, 2009 by Rökk on!

O site Rock Eyez fez uma entrevista com Swan, vocalista da banda francesa Blackrain, uma das promessas do sleaze europeu. Nessa entrevista, Swan fala do novo álbum da banda, que sairá em março de 2010, e de sua contribuição para o novo álbum do Crashdiet, entre outros assuntos.

Rock Eyez: Oi Swan, obrigado por nos conceder esta entrevista. Como vai?

Swan: E aí, cara! É um prazer falar com você de novo!

RE: Por que vocês assinaram com a Listenable Records sendo que, se olharmos para o catálogo deles, é mais Trash e Death, enquanto o Blackrain é uma banda de sleaze rock?

S: Sabe? Nós tivemos outras propostas e conversamos muito com todo mundo. Depois da experiência ruim que tivemos com a Thundering Records, eu juro que pensamos duas vezes antes de tomar qualquer decisão… O catálogo deles não nos interessa muito, a gente sabe que eles fazem um ótimo trabalho e temos certeza de que conseguiremos ir para frente juntos, isso é o mais importante, na minha opinião.

RE: Eu li no site do Sleaze Roxx (um post por Bazooka Joe) que você contribuiu com o material do Crashdiet. É verdade e, se for, em que músicas?

S: Bem, já que eu fico na casa do Peter quando vou pra Suécia, a gente sempre tenta trabalhar um pouco juntos. Nós não escrevemos muitas coisas, na verdade, só temos algumas músicas inacabadas. Eu escrevi bastante de “Caught In Despair” e também dei pra eles uma música minha chamada “Scream, Burn, Die”. Não sei se eles vão colocá-la no novo álbum, mas um sample dela foi colocado no site oficial.

RE: Eu sou amigo do Heinrich há muito tempo, ele parece um cara muito legal. Vocês fizeram um cover de Sister of Mercy?

S: Claro que ele é legal! Sim, nós fizemos um cover de “No Time To Cry” para a versão japonesa do “License to Thrill”. Eu amo essa música e foi engraçado fazer algo diferente do que costumamos fazer… Eu cantei em um tom mais grave e ficou legal, acho!

RE: O Blackrain foi criado em 2002, ou seja, há sete anos e lançou uma demo de 5 faixas em 2004, chamado “Twilight, Rain and Darkness”. Quanto a banda cresceu de lá pra cá?

S: Tem sido uma evolução constante, nós fizemos bastante coisa, tudo o que pudemos para que a banda crescesse. A gente mexeu nossas bundas pela Europa inteira e pelo Japão para divulgar o nosso nome o máximo possível, a gente passou por muitas complicações, mas aqui estamos com um novo contrato e uma equipe por trás que acredita na banda. Eu acho que todo mundo da indústria francesa conhece o Blackrain agora, muitos nos detestam, mas muitos amam a banda. A gente enfrentou inveja desde o começo, mas nós vamos fuder com todo mundo, estamos aqui para sermos grandes!!!

RE: Vocês planejam trabalhar com o Chris Laney de novo?

S: Estávamos planejando dar-lhe o nosso novo álbum, mas tivemos que mudar os planos na última hora, alguns detalhes… Mas nós gostamos muito do que obtivemos com Mr. Hill!!

RE: Nós resenhamos “License to Thrill”, que é demais e ganhou quatro estrelas no nosso site. Agora vocês estão relançando o CD. Há alguma coisa diferente, tirando a faixa bônus “Baby It’s You”?

S: Não, a não ser a capa, nada é diferente; nós estávamos ocupados demais com o novo álbum para adicionarmos alguma outra música.

RE: Me fala das duas garotas na capa original do “License to Thrill”.

S: hmmm, acho que você está falando da capa do EP “Innocent Rosie”. Não há nada para se dizer, são só duas grandes amigas minhas. Elas são maravilhosas, eu adoro o estilo “sleazy” delas, combina com o EP, he-he.

RE: Você acha que o Blackrain vai tocar nos Estados Unidos em 2010?

S: Eu adoraria! Mas parece complicado, a gente não tem nenhum acordo nos Estados Unidos e precisaríamos de muita divulgação antes de planejar uma turnê. Nós estamos trabalhando duro na Europa e no Japão agora; entraremos em turnê quando o novo álbum sair. Se tivermos sorte, entraremos em contato com alguém nos Estados Unidos em breve. Eu já estive na rádio Knac e eles deveriam continuar tocando nossas músicas para nos ajudar!

RE: Com todas essas bandas de glam e sleaze surgindo na Europa, você acha que o estilo vai voltar nos Estados Unidos também?

S: É difícil falar… Eu acabei de voltar de Los Angeles, estive na Sunset Strip e é claro que as coisas estão bem diferentes agora, mas ainda há muita, muita gente ouvindo sleaze e glam. Há algumas bandas novas boas também… Acho que tudo é possível.

RE: Qual foi o nome da sua primeira banda?

S: Blackrain, hahaha.

RE: Você nunca gravou nada antes do Blackrain, não fazia parte de nenhuma banda?

S: Não, nada!

RE: Conte-me como era o Swan na escola.

S: Depende, mas eu nunca gostei da escola. Era difícil, para mim, me concentrar. Eu raramente tomava nota do que o professor falava, então estava quase sempre bagunçando com meus colegas ou dormindo. Eu também costumava desenhar bastante, haha. Mas aí eu tive que sair da escola muito cedo porque meus pais decidiram que eu devia arranjar um emprego já que a escola não estava me levando a lugar nenhum.

RE: Você se lembra do seu primeiro show?

S: Sim, eu me lembro um pouco. Era uma banda local, eles tocaram alguns covers mas também músicas originais e eu amei. Eu estava lá com Max, na verdade, e, depois do show, eu virei pra ele e falei “Cara, a gente vai fazer uma banda!”. E então o Blackrain nasceu algumas semanas depois.

RE: Qual foi o primeiro CD que você comprou?

S: Estou hesitando entre “Ride the Lightning” do Metallica e o “The Number of the Beast” do Iron Maiden. Se não me engano, eu comprei o do Iron Maiden porque eu gostei da capa.

RE: Que música marcou esse período da sua infância?

S: “It’s so easy” do Guns n’ Roses, a única banda da qual nunca me canso, desde que comecei a ouvir rock n’roll.

RE: Do que acha que a sua família tem mais orgulho?

S: Provavelmente do Blackrain, já que não tem nada além disso… Meus pais me apóiam muito e eu me sinto muito sortudo por isso; alguns dos outros membros do Blackrain não têm a mesma sorte…

RE: Conte-me da primeira vez que ficou bêbado?

S: Bem, eu tinha 14 anos, sabe? Eu não tinha bebido muito e estava provavelmente só me fazendo de bobo! Eu fumei tudo que conseguia achar e vomitei depois…

RE: E a primeira vez que fez sexo?

S: Haha, foi no mesmo ano em que fiquei bêbado pela primeira vez. Não posso contar muita, eu era criança, mas me lembro de ter transado ao som do álbum “Never Mind the Bollocks” do Sex Pistols.

RE: Como é o backstage dos shows do Blackrain?

S: Muitos amigos, muita bebida (se tivermos sorte) e muita diversão… Eu estou me repetindo, mas a gente adora ficar louco!! Sempre acabamos fazendo várias besteiras, então cuidado se você não quiser acordar com uma cicatriz em algum lugar do corpo escrito “Blackrain”, hahaha.

RE: Tocando na Europa, qual é o tamanho médio das casas onde tocam e qual foi o seu maior público?

S: Nós tocamos para umas 200 pessoas, em média, mas pode ser diferente a cada noite. Mais ou menos, depende, você nunca sabe. Acho que nunca tocamos para uma platéia “grande”, mas isso vai mudar logo, com certeza! Ano que vem é o nosso ano!!

RE: Me diga o que acha de cada membro da banda?

S:  Heinrich é um homem de negócios, muito esperto; Max é o cara engraçado que faz todo mundo rir e Iann tem algo especial no seu pênis que faz com que todas as garotas fiquem loucas por ele… A gente se dá bem juntos, a química é boa, vamos botar pra quebrar!

RE: Fale cinco coisas que as pessoas não sabem sobre Swan.

S: essa é difícil. Vamos fazer algo engraçado.

  1. Eu vou fazer 26 anos e ainda moro com meus pais porque não tenho um emprego e gasto todo o meu dinheiro com álcool e tatuagens…
  2. Estou ouvindo Dark Tranquility nesse momento…
  3. Eu amo gatos.
  4. Eu não sei tocar nada além de Blackrain.
  5. Eu me sinto Black metal, haha.

RE: A gente conhece muitas bandas e trabalhamos com muitas bandas de sleaze da Europa. Há alguma banda nova que você acha que temos que escutar?

S: Acho que vocês conhecem até mais do que eu, hehe, mas eu descobri uma banda australiana muito legal chamada The Galavatrons, um tipo de rock velho/novo… Eu acho eles fodas!

RE: Quando podemos esperar um álbum do Blackrain?

S: Em março de 2010, vai se chamar “Overloaded”. Foi gravado, mixado e masterizado no Texas por Beau Hill e, acredite, é muito promissor.

RE: Bom, cara… Eu amo o seu vocal e Blackrain é uma banda foda. Tudo o que posso fazer é desejar-lhes muito sucesso e espero um dia poder vê-los ao vivo e encontrá-los. Você quer dizer alguma coisa para terminar?

S: Obrigado pelo elogio! Bom, eu só espero que possamos tocar nos Estados Unidos em breve, vocês precisam ver o que é estar no backstage com a gente, hehe! Obrigado de novo e até mais, com o nosso novo álbum.

Para ler a entrevista orginial, em inglês, clique aqui.

Vince Neil no Brasil: ingressos à venda

Posted in Mötley Crüe, Vince Neil on December 18, 2009 by Rökk on!

Os ingressos para o primeiro e único show de Vince Neil no Brasil, dia 27 de fevereiro no Carioca Club em São Paulo, já estão disponíveis no site da TicketBrasil. As vendas físicas começarão em janeiro.

O Carioca Club fica na Rua Cardeal Arco Verde, 2899, Pinheiros.

Os preços pelo site variam de R$62,19 (pista estudante) a 237,18 (camarote inteira).

Sebastian Bach com participação especial de Michael Monroe

Posted in Hanoi Rocks, Michael Monroe, Sebastian Bach on December 18, 2009 by Rökk on!

Este vídeo foi gravado no dia 12 de dezembro de 2009, em Turku, Finlândia. Michael Monroe (ex-Hanoi Rocks) subiu ao palco com Sebastian Bach, que está em turnê pela Europa e, em 2010, fará uma turnê com o Guns ‘n’ Roses pela América do Norte. Os dois fizeram um dueto em “Taxi Driver”, um dos hits do Hanoi Rocks. Vale à pena assistir.

O Hanoi Rocks se separou há pouco tempo, mas Michael Monroe já está gravando seu primeiro álbum solo com o baixista Sami Yaffa, que tocou no Hanoi Rocks nos anos 80 e hoje faz parte da nova formação do New York Dolls.

“Há alguns boatos de que eu e Sami Yaffa estamos trabalhando juntos e fico muito feliz de poder confirmá-lo. Sami Yaffa, de fato, tocará baixo na minha nova banda e no meu novo álbum. Estamos escrevendo algumas músicas juntos e tal. Estamos muito contentes com esse novo projeto, principalmente porque tudo está saindo como uma verdadeira banda, e não eu e alguns músicos de apoio, mesmo que o nome seja Michael Monroe.”

Nikki Sixx : Mötley Crüe agora só em 2011

Posted in Mötley Crüe, Nikki Sixx, Sixx A.M. on December 13, 2009 by Rökk on!

O baixista do Mötley Crüe, Nikki Sixx, que completou 51 anos ontem, atualizou seu MySpace:

“Boas festas, todo mundo

[...] Eu estive com as mãos mergulhadas em produtos químicos no meu estúdio de fotografia já que estou trabalhando com um fotógrafo maravilhoso chamado Luther Garlach. Ele vem me ensinando a magia do “wet plate”.

[...]

As novas músicas do Sixx A.M. estão vindo lentamente… É difícil falar da sua música sem parecer que você está fazendo propaganda. Acho melhor deixar que vocês ouçam. Vai ser algo completamente diferente, mas ainda familiar aos seus ouvidos. Mas, honestamente, mal posso esperar para que vocês ouçam!

A sala de música da Covenant House já está funcionando (alguns de vocês conhecem esse projeto como Running Wild In The Night). Com as vendas do The Heroin Diaries e suas contribuições, nós arrecadamos centenas e centenas de milhares de dólares e o dinheiro está realmente sendo usado para uma boa causa. Muito obrigado, especialmente nessa época do ano. As crianças me dizem o tempo todo quanta diferença esse projeto está fazendo na vida delas…

A Kelly Gray teve uma ótima idéia para envolver nossa linha de roupas (Royal Underground) nisso e a gente arrecadou bastante dinheiro e chamou atenção, também. Eu fico muito orgulhoso dessa linha. A gente fica cada vez mais forte e os looks ficam mais refinados. A Kelly é foda.

Sim, estou fazendo um programa de rádio (Sixx Sense) e vai ser foda. Eu me sinto em casa no rádio e tem umas coisas grandes que ainda vão acontecer. Mal posso esperar para que vocês ouçam (e vejam) isso.

Estou feliz por estar fora da estrada, em casa com meus filhos e Katherine. A gente tem alguns shows em alguns lugares, mas nada demais até 2011 e eu acho isso bom. O Mötley Crüe é como um zumbi que não morre, mas até monstros precisam descansar. :)

Obrigado pelos parabéns, eu amo todos vocês.

Até mais…

Nikki Sixx

PS: Vocês ouviram o novo álbum do MUSE? Eu e Katherine estamos viciados. Eles merecem ser uma das maiores bandas do mundo. A música é insana e há muito talento e coração naquela banda. Comprem o álbum deles. ”

Clique aqui para ler o texto original em inglês.

Dirty Penny: vídeo de “If I were you…”

Posted in Dirty Penny on December 12, 2009 by Rökk on!

Assista ao novo vídeo do single “If I Were You I’d Hate Me Too” da banda Dirty Penny. A música está no novo álbum da banda,”Young & Reckless”, lançado em Setembro deste ano.

Clique aqui para ver o vídeo e aqui para saber mais sobre a banda.

Sleaze no Brasil

Posted in Bastardz, Living Starz, Obsexion, Pink Dolls on December 11, 2009 by Rökk on!

Fiz uma seleção de (algumas) bandas brasileiras que tocam Sleaze. É claro que a cena aqui não é tão grande quanto em outros lugares do mundo, mas algumas bandas merecem destaque. Quem sabe elas não são apenas o começo?

Obsexion: Infelizmente, uma das melhores bandas de Sleaze brasileiro se separou este ano. A banda de Nova Friburgo-RJ era formada por Lazzy Catz (vocal), Christopher Peters (guitarra), Markk Starz (baixo) e LC. Drager (bateria). O vocalista Lazzy saiu da banda em Outubro de 2008 e, em fevereiro de 2009, sem ter encontrado um novo vocalista, a banda acabou.

Alguns membros dizem já ter novos projetos: o baterista LC Drager integrou a banda Bastardz e o vocalista gravou uma demo que pode ser ouvida aqui.

A partir de agosto, no entanto, alguns boatos de que a banda estaria voltando (provavelmente com novos membros) começaram a surgir. Nada foi confirmado.

Mesmo assim, vale a pena entrar no MySpace da banda e conferir as três músicas que estão lá : com certeza, é de mais bandas assim que o Brasil precisa.

Pink Dolls : A banda Pink Dolls foi escolhida para abrir para o Hardcore Superstar no dia 21 de novembro de 2009, um show que nunca aconteceu porque, de acordo com o MySpace oficial do Hardcore Superstar, a banda não pôde embarcar para o Brasil. Mesmo assim, a Pink Dolls tocou e lançou, no Manifesto Bar, seu primeiro CD oficial: Dirty Jewels, que contém as músicas “Sleaze, Drunk & Rock n Roll”, “Horror Show” (com participação especial do ex-vocalista do Bastardz, Nat Reed) e o cover de Pretty Boy Floyd, grande influência da banda, “Set The Night on Fire”.

Formada em 2004 pelo vocalista, a banda já passou por várias mudanças e já foi composta até pelo baixista Mid Nite, agora no Bastardz. Atualmente, ela é formada por Shane (vocal), Ti Glam (guitarra) e T. Bone (bateria) e está procurando um baixista fixo.

Acesse o MySpace para conferir essa ótima banda e, para comprar o CD, é só entrar em contato pelo contato@pinkdollsweb.com .

Living Starz: A banda formada por Jansen (vocal e guitarra), Gui Heringer (guitarra), Guille Raff (baixo) e Rodrigo Teixeira (bateria) começou a gravar seu primeiro CD este ano, mas ainda não há previsão de lançamento.

No entanto, várias músicas estão disponíveis no MySpace. Vale a pena!

Bastardz : A banda, mesmo que tenha mudado radicalmente nesse último ano, ainda deve ser reconhecida como uma das maiores (ou talvez a maior) bandas brasileiras do estilo. Formada em 2004, eles já têm um EP (“No Ass No Pass”) e um álbum (“Jungle Outlawz”) que receberam destaque internacional. Este último é, para mim, um dos melhores álbuns já lançados por uma banda brasileira de hard rock.

Agora com os novos integrantes Júnior Inc no vocal e Lc Drager na bateria, além de Danny Poison (guitarra), Thomas Büttcher (guitarra) e Mid (baixo), a banda está compondo em português e buscando sucesso nacional. A primeira música lançada nessa nova fase é “Mal Estar”, que pode ser conferida aqui.

Entrevista com Lizzie Grey

Posted in London, Mötley Crüe, Slash on December 8, 2009 by Rökk on!

Entrevista traduzida de: Full in Bloom Music

FIBM: Em que ano você fundou o Sister e como a banda se formou?

Lizzie: Eu não fundei o Sister. Blackie [Lawless] criou aquela banda anos antes de nos conhecermos. Eu só o convenci a revivê-la. Sempre fui um grande fã de Alice Cooper e o personagem que Blackie criou, comendo minhocas e fazendo um tipo de shock rock, atraía minha atenção. Eu tinha certeza de que havia um grande público para isso, nas ruas, querendo fazer parte também.

FIBM: Como conheceu Blackie Lawless?

Lizzie: No fim da minha adolescência, andando por Hollywood, no Starwood e no Rainbow, eu costumava vê-lo por lá. Não era difícil vê-lo, com aquele cabelo de Elvira enquanto o resto da cidade estava na máximo da onda glam, bilhando glitter. As garotas costumavam tirar sarro dele, mas eu ainda o achava cool e, de vez em quando, conversava com ele sobre rock ‘n’ roll. Foi mais ou menos em 1977 que começamos a formar o Sister.

FIBM: Como conheceu Nikki Sixx?

Lizzie: Blackie colocou um anúncio no Recycler por um baixista enquanto tentávamos formar o Sister e Frank Ferrana, recém chegado de Seattle, apareceu na casa do Blackie com a namorada Angie Saxon. Ela não calava a boca enquanto ele estava bem quieto durante todo o negócio. Ela ficava nos dizendo o que Frank queria e não queria fazer numa banda e nos tratava basicamente como se nós é que estivéssemos nos apresentando para ela! Blackie não gostou de nenhum dos dois, mas eu achei que Frank parecia o John Waite dos Babys e tinha potencial para se tornar uma estrela. Eu convenci Blackie a lhe dar uma chance. Logo, eu e Frank nos tornamos bons amigos.

FIBM: É um tanto engraçado como Blackie começou a expulsar membros de sua banda muito antes de expulsar todos os membros do WASP. Por quê ele mandou Nikki Sixx para fora da banda?

Lizzie: Nós fomos gravar uma demo e Blackie não ficou feliz com o resultado. Ele era meio mandão quando se tratava de gravar e achou que Frank não estava se adequando. Logo depois que ele o despediu, eu decidi que o problema era Blackie, não Frank. Passei na casa de Frank em Mansfield, onde ele morava com uma banda punk, os Vidiots, e perguntei se ele não queria formar uma banda bem glam e deixar Blackie no seu buraco. Nós decidimos pelo nome London e Frank mudou o seu para Nikki.

FIBM: O que Nikki levou de sua época no Sister para o Mötley Crüe?

Lizzie: Sabe, essa é a parte engraçada. Assim que Nikki começou a fazer barulho com o Mötley Crüe, ele jogou fora de repente toda aquela figura glam que o fez tão popular em Hollywood com o London, e vestiu a banda e o palco EXATAMENTE como nas fotos antigas do Sister. Caveiras, espinhos, pentagramas e muito fogo. Acho que Blackie realmente mexeu com Nikki quando o demitiu e esse foi o jeito de Nikki dar um cheque-mate nele.

FIBM: Como era o processo de composição com você, Blackie e Nikki?

Lizzie: Blackie escrevia suas próprias músicas e não aceitava influência externa. Eu e Nikki escrevemos algumas poucas coisas para colaborar, mas, na verdade, éramos que nem Blackie. Tinha muito ego rolando lá.

FIBM: Quem era o baterista do Sister?

Lizzie: Eu não consigo me lembrar do nome do baterista original que gravou a demo. A banda nunca tocou ao vivo.

FIBM: Você ainda tem as faixas que o Sister gravou? Onde gravaram a demo e essas músicas algum dia vão ser divulgadas?

Lizzie: Tenho certeza de que estão vagando pela terra do e-bay, mas eu não vi. Para falar a verdade, eu nem lembro quais músicas gravamos.

FIBM: Três lembranças de seus dias no Sister?

Lizzie: 1, beber vodka com coca toda noite no carro do Blackie. 2, ir ao Rainbow todas as noites. 3, trazer garotas do Rainbow para a casa do Blackie todas as noites… e uma vez, de ter quebrado um chicote dele na bunda de uma garota.

FIBM: Depois de Sister, você formou a primeira versão do London com Nikki. O que o fez deixar Blackie e formar outra banda?

Lizzie: Divergências musicais. Eu tinha uma forte influência do glam dos anos 70 e percebi que preferia compor e tocar melodias rápidas com um toque pop no estilo de The Sweet e Mott the Hoople a fazer parte de um espetáculo pseudo-Alice Cooper.

FIBM: Em que ano a London foi formada e por quanto tempo a versão original ficou junta?

Lizzie: Nikki e eu formamos a London no começo de 1978. A banda foi o centro do universo em Hollywood por pouco mais de um ano, até se despedaçar no fim de 1979 com a perda do vocalista Nigel Benjamin, que se juntou à banda após ser demitido do Mott the Hoople pós-Ian Hunter.

FIBM: A música “Public Enemy #1″ foi escrita para a London. Na época, ela foi escrita por você e Nikki ou só por você? Quanto ela mudou ao ser lançada no “Too Fast for Love”?

Lizzie: Eu a escrevi, levei para a banda e se tornou a peça chave dos nossos shows. A versão que aparece em “Too Fast for Love” não é muito diferente da original, tirando os “Oh yeah” no refrão. Para ser honesto, eu fiquei meio mal quando a Leathur Records me deu só metade dos créditos da minha própria música. Eu não achei que a banda ou o álbum fariam muito sucesso, então não fiz nada. Quando descobri que a Elektra ia relançar o álbum, contatei imediatamente a gravadora e ameacei processá-la por direitos autorais. Logo depois, recebi uma ligação de Nikki, que me disse para aceitar as coisas como estavam ou ele tiraria a música do álbum. Eu decidi que minha situação financeira precisava mais daquilo que meu ego. O resto é história.

FIBM: O que você pensava sobre o Mötley Crüe daquela época? Houve algum momento em que percebeu que Nikki ia realmente deslanchar?

Lizzie: Quando os vi pela primeira vez, achei que estavam apenas continuando o glam de London com quatro membros e um baterista melhor. Quando começaram a ser levados a sério como heróis do heavy metal, eu estava mais do que surpreso com o efeito que eles tinham no público. Vai entender.

FIBM: Por favor, conte-nos alguma história envolvendo você, Nikki e as drogas.

Lizzie: Durante os anos de Starwood, bebíamos muita coca & rum e, quando tocávamos lá, “nevava” no backstage. Era os anos 70 e aquela era a droga do momento. Talvez minha melhor lembrança de Nikki com as drogas é dele vomitando regularmente atrás do amplificador enquanto estávamos no palco.

FIBM: A primeira versão do London gravou alguma coisa? Se sim, será lançado algum dia?

Lizzie: Quando Nigel Benjamin estava na banda, gravamos uma demo em Burbank. Três das músicas da demo, “Nobody Loves You Like I Do”, “Straight From the Heart” e “Dream Girl”, aparecem no álbum “London Daze” da Spiders & Snakes.

FIBM: 3 lembranças dos seus dias na versão original da banda.

Lizzie: 1, beber. 2, fazer festa. 3, transar.

FIBM: Como era trabalhar com Nikki Sixx?

Lizzie: 1, beber. 2, fazer festa.

FIBM: Como a vida de Nikki mudou quando ele estava na London ou, melhor, como era a percepção do público em relação a ele? 

Lizzie: Na London, eu e Nikki éramos como personagens de quadrinhos vivos, Heckel e Jeckel. Tínhamos muito mais em comum com os punks do que com heavy metal. A química no palco era elétrica, mas nem eu nem Nikki éramos heróis. Mesmo com o sucesso de Mötley Crüe, acho que as comparações entre ele e os baixistas “virtuosos” o incomodava. Eu nunca me importei com o que os elitistas diziam sobre as minhas habilidades. Se agrada aos fãs, está ótimo e você não é um roqueiro inferior por isso.

FIBM: Por quê Nikki deixou a banda?

Lizzie: Nós não conseguíamos encontrar um vocalista que pudesse ficar no lugar de Nigel. Ele era parte da química da London. Nós tínhamos melodias pops ótimas que simplesmente não funcionavam com um vocalista médio, não importa o quanto hairspray e maquiagem ele passasse.

FIBM: Quando Nikki saiu, Blackie mais uma vez se juntou a vocês. Por quê ele entrou e por quê a banda se separou depois?

Lizzie: Não há mistérios aí. Blackie estava cansado de ser um desconhecido, como qualquer um ficaria após anos e anos na cena underground. A London tinha um nome e Blackie queria fazer parte disso. Infelizmente, ele não conseguia seguir as melodias pops. Eu o disse que ele não servia para tocar pop, mas servia para um shock-rock à la Alice Cooper. Felizmente para ele, ele seguiu meu conselho e formou o WASP. Foi bom, porque ele era absolutamente horrendo na London.

FIBM: Quando Nikki e Blackie passaram a fazer sucesso, você notou alguma diferença neles? Quais?

Lizzie: Sim. Eles não queriam mais andar com ninguém que os fizesse lembrar da época em que não eram rock stars. Assim, Lizzie Grey era seu “inimigo número um” ["Public Enemy #1"], perdoem-me pelo trocadilho.

[...]

FIBM: Quando tempo Izzy Stradlin ficou na banda e por quê ele saiu?

Lizzie: Izzy não ficou o bastante para gravar o Nonstop Rock em 1986. Antes disso, ele e Nadir brigaram por alguma groupie e foi isso. Ele não ficou sem banda por muito tempo, no entanto, já que logo depois ele foi formar o Guns N’ Roses com Bill Bailey, Sol (que também tocou por pouco tempo no London), Duff e Steven Adler (que Brian West demitiu do London pouco antes de Izzy).

FIBM: Quanto tempo Slash ficou no London e como era trabalhar com ele? 

Lizzie: Como disse antes, Slash (eu o conhecia por Sol) ficou alguns meses apenas na London. Ele era alguém legal que amava o rock n’ roll. Eu toquei com ele algumas vezes em sua casa e achei seu estilo parecido com o de Joe Perry, do Aerosmith. Infelizmente, ele estava tendo problemas com seu equipamento na época e Nadir o mandou embora. Quanto à sua imagem de roqueiro louco, acho que é mais marketing do que qualquer outra coisa.

FIBM: Você alguma vez considerou Axl Rose para ser vocalista da London?

Lizzie: Sim. Como disse antes, eu queria que ele ficasse no lugar de John Ward, mas Izzy disse que era muito difícil trabalhar com ele. Quanta ironia.

[...]

FIBM: A versão de “Public Enemy #1″ é a sua?

Lizzie: Sim.

[...]

FIBM: Você ainda mantém contato com Nikki e Blackie? Quando foi a última vez que falou com eles?

Lizzie: Eu encontrei Blackie há muitos anos quando a S&S abriu para o WASP, em Minneapolis. Foi um ótimo show com um público bem louco. Nós conversamos rapidamente, e ele me disse algo estranho. “Lizzie, é isso mesmo que você quer fazer da vida?”. Minha resposta foi “Sim, é por isso que estou aqui”.

FIBM: Você está surpreso com o sucesso da turnê atual do Mötley Crüe? Já perguntou ao Nikki por quê ele não ajuda a sua banda?

Lizzie: Eu não estou surpreso de que a nostalgia seja um fator importante na música hoje em dia. Não há tanta coisa nova lá fora. Quanto a Nikki, nos falamos por e-mail de vez em quanto. Ele ficou comovido com a minha aparição no Driven [programa do canal VH1] ano passado e me contatou. Eu estava só falando a verdade e fiquei um tanto emocionado quando as lembranças dos nossos últimos dias juntos na mesma banda vieram. A última vez que troquei e-mails com ele foi antes da turnê da qual você está falando. Ele não parece ter nenhum interesse em ajudar Lizzie Grey colocando a S&S para tocar com o Crüe. É como um verso de “Dream Girl”: “Todo mundo consegue, você só tem que tentar. Não precisa de nenhum estranho te dizendo por quê” ["Everybody makes it, you've only gotta try. You don't need no stranger to tell you why"]. De fato.

Slash em turnê na América do Sul

Posted in Slash on December 8, 2009 by Rökk on!

No dia 6 de dezembro, Slash postou no twitter que “a América do Sul é um destino certo” para sua turnê no ano que vem. “Prometo”, ele ainda escreve. A turnê mundial, que deve começar em abril, será realizada para promover seu álbum solo, que também deverá ser lançado por volta de março ou abril de 2010 e contará com muitas participações especiais. “De Ozzy a Fergie”, diz ele.

Backyard Babies: pausa indefinida

Posted in Backyard Babies on December 8, 2009 by Rökk on!

Em entrevista recente para a alemã PitCam Productions, o Backyard Babies confirmou que faria uma pausa indefinida depois de uma turnê em janeiro e fevereiro pela Europa.

“Eu passei 20 anos na estrada e fico feliz com isso”, disse o vocalista Nicke Borg. “Pra mim, é hora de procurar um novo estilo de vida, com um pouco mais de segurança. Além disso, estou me sentindo extremamente criativo e querendo trabalhar o tempo todo. Há tantas coisas que gostaria de fazer que eu, infelizmente, não tive tempo estando constantemente em turnê.” “Nós precisamos respirar um pouco antes de começarmos a gravar de novo”, disse ainda o guitarrista Dregen.

A banda está completando 20 anos e, para comemorar, lançará em janeiro uma caixa com um DVD – documentário três CDs e um livro de fotos de 120 páginas. A caixa ‘Them XX’ contém material dos 20 anos de carreira, incluindo material raro e inédito. “Nós colocamos música de todos os nossos álbuns, mas nos concentramos nos lado-b, nas coisas raras ou que nunca foram lançadas.”

Para assistir à entrevista em inglês, clique aqui.